sexta-feira, 30 de maio de 2014

DRUIDAS

Os Druidas faziam parte da antiga civilização Celta, povo que habitava a região que vai da Irlanda até o norte da europa ocidental, incluindo a Bretanha (Inglaterra e norte da França) e parte do extremo norte da península ibérica (Portugal e Espanha).

Os Druidas eram sacerdotes e sarcedotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade: a Deusa. Para eles, todas as idéias a respeito da divindade eram apenas parciais e imperfeitas percepções do divino. Desse modo, todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram que aspectos de um só Ser supremo, vistos sob a ótica humana.
A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusivo das mulheres. O mais alto posto masculino era o de conselheiro e mensageiro dos deuses e, entre outas denominações, recebiam o nome de Merlin.
Eles não admitiam o culto à Divindade dentro de templos construídos pelo homem, e faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias. Cultivavam a música e a poesia e dominavam bem todas as áreas do conhecimento humano. Tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, fitoterapia, agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico.
O Povo Celta mantinha uma tradição eminentemente oral, transferindo seus conhecimentos fundamentais boca a boca, de uma geração para outra. Assim também agiam entre si os Druidas, transmitindo seus conhecimentos fundamentais boca a boca, de uma geração para outra. Assim também agiam entre si os Druidas, transmitindo seus ensinamentos dentro de grande segredo, e esta é a razão pela qual perdemos tanto de sua história, que até hoje permanece envolta em mistério: sabemos que realmente eles existiram entre o povo Celta, porém não eram propriamente originários dessa civilização. Na verdade, sua origem é um mistério.
A história dos Druidas se esconde freqüentemente entre diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin e a meia-irmã de Arthur, Morgana, eram Druidas.
Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na Imortalidade da Alma, que busca o aperfeiçoamente através de vidas sucessivas (reencarnação). Eles acreditavam que o homem é responsável por seu destino de acordo com os atos que pratica. Para eles, toda ação é livre, mas traz sempre uma conseqüência. Portanto, quanto mais cedo o homem se conscientizar da responsabilidade por seu próprio destino, melhor. Ele também conta com a ajuda de espíritos protetores, o que pode vir a apressar a sua liberação dos ciclos reencarnatórios. E ainda tem a obrigação de passar seus conhecimentos adiante, para quem estivesse igualmente apto a entender essa lei (denominada pelos hindus como lei do carma).
Com o avanço da dominação romana, a cultura druídica foi alvo de intensa repressão e os Druidas desapareceram da história à medida que cresceu o domínio da Igreja católica Romana. Mas eles eram possuidores de grande sabedoria, tanto que marcaram profundamente a literatura da época, que criou em torno deles uma espécie de aura de mistério e misticismo (e de fato eles eram místicos). Seu fascínio se perpetuou através das cantigas dos menestréis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir em vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.

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