sexta-feira, 30 de maio de 2014

ORAÇÃO À GAIA




Abençoado seja o Filho da Luz

Que conhece sua Mãe Terra,
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida.
E te deu este corpo que um dia tu devolverás.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela.
Borbulha nos riachos das montanhas,
Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra
Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho.

Como o ar tremelicante sustenta o pássaro
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste,
Nela tu vives e para Ela voltarás novamente.

Segue, portanto, as Suas leisPois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela.
Teus ossos os ossos Dela.
Tua carne a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz ao teu coração
Realiza esta paz com o teu corpo.

Evangelho dos Essênios ( Recebido pela Internet)

DRUIDAS

Os Druidas faziam parte da antiga civilização Celta, povo que habitava a região que vai da Irlanda até o norte da europa ocidental, incluindo a Bretanha (Inglaterra e norte da França) e parte do extremo norte da península ibérica (Portugal e Espanha).

Os Druidas eram sacerdotes e sarcedotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade: a Deusa. Para eles, todas as idéias a respeito da divindade eram apenas parciais e imperfeitas percepções do divino. Desse modo, todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram que aspectos de um só Ser supremo, vistos sob a ótica humana.
A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusivo das mulheres. O mais alto posto masculino era o de conselheiro e mensageiro dos deuses e, entre outas denominações, recebiam o nome de Merlin.
Eles não admitiam o culto à Divindade dentro de templos construídos pelo homem, e faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias. Cultivavam a música e a poesia e dominavam bem todas as áreas do conhecimento humano. Tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, fitoterapia, agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico.
O Povo Celta mantinha uma tradição eminentemente oral, transferindo seus conhecimentos fundamentais boca a boca, de uma geração para outra. Assim também agiam entre si os Druidas, transmitindo seus conhecimentos fundamentais boca a boca, de uma geração para outra. Assim também agiam entre si os Druidas, transmitindo seus ensinamentos dentro de grande segredo, e esta é a razão pela qual perdemos tanto de sua história, que até hoje permanece envolta em mistério: sabemos que realmente eles existiram entre o povo Celta, porém não eram propriamente originários dessa civilização. Na verdade, sua origem é um mistério.
A história dos Druidas se esconde freqüentemente entre diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin e a meia-irmã de Arthur, Morgana, eram Druidas.
Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na Imortalidade da Alma, que busca o aperfeiçoamente através de vidas sucessivas (reencarnação). Eles acreditavam que o homem é responsável por seu destino de acordo com os atos que pratica. Para eles, toda ação é livre, mas traz sempre uma conseqüência. Portanto, quanto mais cedo o homem se conscientizar da responsabilidade por seu próprio destino, melhor. Ele também conta com a ajuda de espíritos protetores, o que pode vir a apressar a sua liberação dos ciclos reencarnatórios. E ainda tem a obrigação de passar seus conhecimentos adiante, para quem estivesse igualmente apto a entender essa lei (denominada pelos hindus como lei do carma).
Com o avanço da dominação romana, a cultura druídica foi alvo de intensa repressão e os Druidas desapareceram da história à medida que cresceu o domínio da Igreja católica Romana. Mas eles eram possuidores de grande sabedoria, tanto que marcaram profundamente a literatura da época, que criou em torno deles uma espécie de aura de mistério e misticismo (e de fato eles eram místicos). Seu fascínio se perpetuou através das cantigas dos menestréis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir em vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.

COISAS DE BRUXAS E BRUXOS



Reza a Tradição que cada ser humano recebe um dom da Deusa quando do seu nascimento. 

Este dom se manifesta como um grande sonho; E é tarefa de cada um, sonhar o seu sonho, deixar que seu sonho se manifeste livremente, para que seu dom se manifeste, ou seja, para que o destino se cumpra. 

Negar a natureza do seu sonho é negar a natureza do seu dom. 

Negar a natureza de seu sonho é transforma lo num pesadelo que  perseguirá implacavelmente o indivíduo. 

Desta forma seu dom se tranformará em uma maldição  e assim mesmo o seu destino se cumprirá. 
A visão de mundo dos antigos ocultistas, que ensinavam aquilo que é perene, é TRADICIONAL para nós, por isso, UNO. Por isso somos bruxos tradicionais. 

Nossa marca é visível aos olhos de nossos iguais. Quem não enxerga ela, não pode provar que ela não existe, e podemos facilmente desmascarar alguém que se passe por um de nós, principalmente por aquilo que ele escreve e pensa.


Não queremos reviver a bruxaria, uma vez que ela nunca morreu para nós, mas sim continuar seu legado através de nossa linhagem sanguínea e espiritual. 

Não temos porque erguer a bandeira do paganismo, uma vez que não defendemos uma era, mas sim fazemos um egresso, seja na era que for. 

As Bruxas e os Bruxos não se veste de bandeiras nem religiões, quem a veste dessa forma são as pessoas que querem ser bruxas sem o ser de fato. 

Se alguém perguntar quem sou, diga que sou a filha da noite, que fala de amor, que fala do vento e se esquece do tempo...

Se alguém perguntar onde vivo, diga que vivo nas brumas que sabe do amor que conhece o desejo e Sonha sem pudor...

Se alguém perguntar por onde eu ando, diga que ando pela noite, pela lua e que nela me perco, desapareço, esqueço...

E se alguém perguntar como sou, diga que sou louca, apaixonada, que ama a magia do se entregar por inteiro, sem limites, sem freios a magia da vida.

Se alguém perguntar meu nome, sou a bruxa 

Nascer bruxa é reconhecer-se bruxa desde cedo e deixar seu dom fluir como as águas, independente do berço, da bandeira religiosa, e do sexo. 

Uma vez aberta as comportas de uma represa, não tem como voltar a água para traz!


Deixando descendentes que transmitiram a semente às novas gerações, assim como tudo na natureza é mutável, assim como são em todos os anos, as estações, e as estações reencarnam como nós também reencarnamos e nos dirigimos aos nossos iguais. As estações não são pagãs nem cristãs, nem mulçumanas, nem judaicas, elas são fluxos da natureza, assim como nós, e estamos todos interligados, e tradicionalmente não precisamos ditar regras de controle, apenas podemos deixar a Arte Bruxa fluir como nossos antepassados fizeram. 

A Arte Bruxa vive em nós e em tudo, não precisamos gesticular igual, vestir roupa igual e pensar igualmente, cada ser humano é um ser ímpar, com pensamentos próprios, gestos próprios e gostos próprios, e isso deve ser preservado em sua individualidade. Nós não somos um povo que viveu numa única ilha do mundo, nós estamos em todos os lugares, e em nós, flui a tradição.


Temos algo chamado consciência. Outra coisa chamada responsabilidade. Respeitar o livre-arbítrio não é uma "lei" da Bruxaria, mas é um código ético que a maioria das Bruxas respeita. Não há de fato como saber exatamente o que é certo e o que pode ser errado, mas temos certos parâmetros pessoais que moldam nossas atitudes. 

O fato é que a Grande Arte, também conhecida como a filosofia ou religião (para muitos) da Grande Mãe não impõe a ninguém um procedimento, uma atitude única. A bem da verdade, ela é ampla e nos permite agir de acordo com os nossos príncipios, contudo, nos lembra sempre da verdade maior “não faça ao outro aquilo que você não gostaria que fizessem à você”… 

É claro que aprendemos a respeitar os anciãos que tem muito a nos ensinar, como: a semear, a colher, a ouvir nosso interior, a nos conhecer e acima de tudo, observar que a terra (Gaia) é nosso lar, mas não é apenas nosso, é de todo ser vivo que tem direito a vida tanto quanto nós.


Bruxas e Bruxos acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos. 

Aquele velho ditado que diz: nós colhemos o que semeamos", não é só verdadeiro, mas comprovado. Só que na bruxaria esta Lei se reveste de características que vão além disso, isto é, nossas "boas" ou "más" ações, acabarão certamente retornando com seu valor triplicado. Muitas pessoas questionam por que 3 e não 5 ou 7? Pois bem, este número não foi escolhido aleatoriamente, como a maioria da bruxas pensam, seu significado se reporta à nossa Grande Deusa Mãe, uma deidade trina e una. Em muitas obras de arte vemos esta tríplice natureza,as vezes retratadas com três faces, refletidas nas três fases da Lua.


Se a nossa amada Deusa nos abençoa com estas três mágicas vibrações energéticas, de acordo com a Lei do Retorno, Ela nos cobrará de igual para igual. Portanto, se interferimos no livre arbítrio de uma pessoa, estamos efetuando uma ato negativo não tão somente para ela, mas também contra nós mesmos. Este indivíduo até pode nem saber das conseqüências de seu ato, MAS VOCÊ SABE, por ser bruxa(o) e conhecedora(o) de todas as Leis que regem a Feitiçaria, o que com certeza lhe custará muito caro, pois o Universo lhe retribuirá tudo o que emitir aos outros numa escala de 3x. 

A nossa Lei de Causa e Efeito, os dados implícitos nela nos apontam que o Universo não é uma coleção de objetos e seres avulsos, mas todos estamos interligados em uma única teia, ou seja, "tudo causa tudo o mais". Todas nós bruxas(os) sabemos que nossas "projeções" produzem um impacto definitivo, portanto essas técnicas devem ser bem aprendidas e dominadas. 


AS 13 METAS DA BRUXA

1. Conhecer a si mesmo.

2. Saber a sua arte.

3. Aprender e buscar conhecimento sempre.

4. Usar o que você aprendeu corretamente.

5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.

6. Manter suas palavras verdadeiras.

7. Manter seus pensamentos verdadeiros.

8. Celebrar a vida.

9. Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra.

10. Manter seu corpo saudável e forte.

11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.

12. Meditar, relaxar e se controlar.

13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos 


O Credo das Bruxas

Ouça agora a palavra das Bruxas,

os segredos que na noite escondemos,

Quando a obscuridade era caminho e destino,

e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,

dos mistérios da Água e do Fogo,

E da Terra e do Ar que circunda,

Manteve silêncio o nosso povo.

O eterno renascimento da Natureza,

a passagem do Inverno e da Primavera,

Compartilhamos com o Universo da vida,

que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,

no retorno dos grandes Sabbats,

No antigo Halloween e em Beltane, 

ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar,

ou o Sol bem mais perto ou longe de nós, 

Quando, mais uma vez, 

Bruxas a festejar,

Ostara, Mabon, 

Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem,

e treze são os Covens também, 

Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria,

para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século à outro persiste o poder,

Que através das eras tem sido levado, 

Transmitido sempre entre homem e mulher,

desde o princípio de todo o passado. 

Quando o círculo mágico for desenhado, 

do poder conferido a algum instrumento,

Seu compasso será a união entre os mundos,

na terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,

e o mundo do além também não dirá,

Que o maior dos Deuses se faz conhecer,

e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes,

com formas e forças sagradas, 

Nesse templo, são dois os pilares,

que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres será o desafio,

como amar a um amor que a ninguém vá magoar,

essa única regra seguimos à fio, 

para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o credo das Bruxas enseja:

Sem prejudicar ninguém, faça o que você deseja.


LEI DA BRUXAS E DOS BRUXOS 

A Lei da Bruxa e do Bruxo respeita,
Perfeito amor, confiança perfeita.
Viva e deixa viver,
Dá o justo para assim receber.
Três vezes o círculo traça
E assim o mal afasta.
E para firmar bem o encanto
Entoa em verso ou em canto.
Olhos brandos, toque leve,
Fala pouco, muito ouve.
Pelo horário a crescente se levanta
Vêm os espíritos sem alento.
E quando do leste ele soprar,
Novidades para comemorar.
Nove madeiras no caldeirão,
Queima com pressa e lentidão.
Mas a árvore anciã, venera,
Se queimares, o mal te espera.
Quando a Roda começa a girar
É hora do fogo de Beltane queimar.
Em Yule, acende tua tora,
O Deus de chifres reina agora.
A flor, a erva, a fruta boa,
É a Deusa que te abençoa.
Para onde a água correr,
Joga uma pedra para tudo ver.
Se precisas de algo com razão,
À cobiça alheia não dá atenção.
E a companhia do tolo, melhor evitar,
Ou arriscas a ele te igualar.
Encontra feliz e feliz despede,
Um bom momento não se mede.
Da Lei Tríplice lembre também,
Três vezes o mal, três vezes o bem.
Quando quer que o mal desponte,
Usa a estrela azul na fronte.
Cultiva no amor a sinceridade,
Para receber igual verdade.
Ou um resumo, se assim preferes estar:
faz o que tu queres,
Sem nenhum mal causar.


Jung certa vez afirmou que um novo mitologema estava emergindo por meio de nossos sonhos, pedindo para ser integrado em nossas vidas: o mito da antiga Deusa que governou a terra e o céu antes do advento das religiões patriarcais.

Negada e suprimida durante milhares de anos de dominação masculina, Ela reaparece num momento de intensa necessidade.Nossa mente está trazendo novamente a imagem da Deusa através de sonhos e  que durante anos foram ignorados por nós. 

Embora não sejam objetos literais, essas representações simbólicas são reais, poderosas e agora emergem como configurações energéticas provenientes de níveis muito profundos do nosso mundo interior para proclamar o Retorno da Deusa! 

O que dizíamos há 10 anos, hoje é realidade: a Deusa não está voltando, Ela já está aqui entre nós. 

A BRUXA NÃO VIVE DE FATOS, ELA É O FATO! 

Isto tudo são coisas de bruxas e bruxos...

Uma Doutrina Antiga, cheia de mistérios!!! 




MÃE LOBA, A LOBA, A GUERREIRA MAEVE


Das figuras femininas da Irlanda, Maeve é a mais espetacular. Ela era a Deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhum mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.

Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como "o vinho da sabedoria das mulheres".
O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para ser rei, necessitava ser versado no Feminino e nos Mistérios das Mulheres.
Maeve foi considerada a Deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros experimentassem as dores do parto de uma mulher.
Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.

Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.
Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Connacht era famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.
Maeve é figura central de um épico irlandês "Tain Bo Cualngé".
O primeiro marido de Maeve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compensação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.
A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...

Certo dia, Maeve adota uni garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garota cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...

A BATALHA DAS RESES DE COOLEY - ("Tain Bo Cualngé")

Maeve estava casada com seu terceiro marido o rei Ailill Quando discute com esse para saber quem tem maior fortuna, ela faz alarde de possuir mais que Ailill: em virtude da legislação celta, quem possuir mais bens, então pode mandar nos assuntos de casa. Quando lhe contam que lhe falta um touro para vencer Ailill, se dispõe a fazer qualquer coisa para obter um animal extraordinário, cujo posse, faria inclinar a balança a seu favor Ailill tinha um touro a mais chamado de "Finnbelmach" (touro branco). Maeve pede então, para Daré, filho de Fiachna, que lhe ceda seu touro, o famoso Dona de Cuahlgé, que vivia em Ulster, nas terras de seu rival Conchobar. Em troca ela lhe daria terras, um carro de guerra e, sobretudo, o receberia em sua cama.
Filha do rei supremo da Irlanda. a rainha Maeve possui soberania. ou seja, ela é a soberania, o poder. Do mesmo modo, segundo a mitologia grega, que os mortais adquiriam poderes divinos ao converterem-se amantes de uma Deusa, também uni homem que se tornasse amante de Maeve. também poderiam obter os poderes que ela representa. E ainda, segundo a lenda, Ailill sempre "fechava os olhos", cada vez que sua esposa prodiga a "amizade das coxas" a uni homem. segundo o delicado eufemismo utilizado pelos autores épicos. F, nos damos conta dele em Tain Bo Cualgé, quando as negociações com Daré não foram muito satisfatórias e Maeve decide apoderar-se do touro à força, empreendendo uma guerra contra Ulster. Necessita portanto, de guerreiros. em especial do terrível Pergus, exilado de Ulster. Sendo assim, dedica a Fergus cuidados muito particulares, e um dia quando ambos são surpreendidos por um criado de Ailill que explica ao rei o que tinha visto, esse se limita a dizer:
-"Ela o necessitava, era necessário que atuasse assim para assegurar o êxito da expedição".
Mas isso não impede que Ailill fique aborrecido em numerosas circunstâncias, a tal ponto que. um dia, vendo Maeve acariciar de forma indecente Fergus, ordena a tua de seus homens que lancem um dardo sobre ele, o que causa a morte do herói.
Maeve, reúne seu exército e invade o norte da ilha (Irlanda), fazendo pouco caso das previsões adversas que anunciavam o fracasso de sua expedição por causa de Cuchulainn. Quando o avanço inimigo foi detectado, o semideus dedicou-se a emboscar os invasores. Maeve recorre então a tuna cruel estratagema: o obriga a enfrentar seu irmão adotivo, Ferdiad, antigo companheiro de armas ao qual engana para atacar Cuchulainn.
Durante três dias, os velhos amigos e companheiros se enfrentam em um rio num combate que terminou com a vitória do herói de Ulster, graças ao uso que este fez de um golpe ensinado pela Deusa Scathach (sua treinadora cm artes militares): o "gai bolga", ou "descarga de raio". Porém, após a vitória. ele ficou completamente esgotado do ponto de vista físico e psicológico, pois tirar a vida de Ferdiad foi um golpe muito difícil para ele. E nesse momento, que o Deus do Sol aparece dizendo:
-"Sou Lugh teu pai do Mundo Exterior, filho de Ethliu. Dorme um pouco Cuchulainn, que CU desafiarei a todos."
O Deus Sol então se materializa para assumir as funções do guerreiro que, após morrer durante três, dias, continua mortal. Nesse estado de bardo• pode ascender em direção a três mundos místicos celtas: ao de seu corpo terrestre, ao do espírito físico e, por fim, ao radiante da luz da alma, no qual o próprio sol se manifesta. Quando Cuchulainn dorme, fica unido a seu próprio resplendor, habitando todos os mundos ao mesmo tempo.
Essa fácil mutação entre o soldado humano e seu arquétipo do outro mundo é algo muito comum em qualquer tipo de relato celta. Essa é a chave dos mistérios celtas: a fusão do espiritual, do físico e do imaginário.
Enquanto Lugh permaneceu no lugar de Cuchulainn, os exércitos da rainha de Comlacht, não tiveram passagem. Mas, como Maeve era muito esperta, conseguiu enviar um pequeno grupo de homens que conseguiu roubar o touro. Por fim, ela é obrigada a recuar com seu exército, entretanto, ela já tinha em seu poder o que desejava.
No entanto, quando os touros se encontraram nos prados de Connacht, lançaram-se uni contra o outro. Eles lutaram durante horas, inclusive após o pôr-do-sol sem que ninguém fosse capaz de separá-los. nem sequer Maeve e Ailill. A peleja foi tão colossal que se diz que na mesma noite eles deram a volta em toda Irlanda, perseguindo um ao outro. Ao amanhecer, Donn era o único que continuava em pé. Ele matou Findbennach e espalhou seus restos por toda a ilha.
Mas a alegria da rainha pelo valor de sua recente aquisição não durou muito. O touro sobrevivente subiu em uma colina para mugir para todos os reinos irlandeses e morreu devido ao esforço despendido no ato. Desde então, a colina passou a chamar-se Druim Tairb, a Colina dos Touros.
Como podemos observar, o objetivo principal de Maeve era o touro, que desde a mais remota Antiguidade é um símbolo feminino, encontrado nas culturas ancestrais de Creta do Egito e da Anatólia.
O touro antes de tudo. evoca a ideia de poder e de ímpeto irresistíveis. Para os celtas ele pode ser também, símbolo da morte violenta dos guerreiros. Na Dália são conhecidas representações de um touro com três chifres. o qual, sem dúvida, é antigo símbolo guerreiro (o terceiro chifre. seria o equivalente do que, na Irlanda, é chamado "lon laith" ou "lua do herói", que é uma espécie de aura sangrenta, jorrando do alto da cabeça do herói em estado de excitação guerreira). O touro é ainda, representação da força temporal, sexual, a fecundidade da natureza.
Portanto, não é por acaso, que o segundo signo do zodíaco, o Touro, é governado por Vênus, simbolizando a força de trabalho e encarnando os instintos, especialmente os da conservação, da sexualidade e de um gosto pronunciado pelos prazeres em geral, particularmente pelos da carne.

MAS O QUE TAL LENDA SIGNIFICA. AFINAL?
Todas as Deusas do amor sempre foram associadas à guerra, pois o amor e o ódio, como diz um velho ditado popular, "caminham juntos".
Maeve, como deusa, possui o poder intoxicaste da paixão que nós sentimos no amor, nos desejos, no sexo, assim como na raiva c tia guerra. Sempre existiu uma linha tênue entre o amor e o ódio, o sexo e a violência. Se nós perdermos o controle da paixão, motivados pela ganância. o poder, ou outro tipo de sentimento mesquinho, fatalmente acabaremos cruzando esta linha. Portanto, mantenha seu coração aberto para o amor, mas freie sua paixão com sabedoria.
Maeve tinha muitos nomes: Mab, Madh, Medh e Medhdb. Há poucas referências dela nos filmes. O mais recente é em Merlim da NBC, onde como a Rainha Mab é uma feiticeira maligna. Não existe uma única referência que comprove que Mab ou Meave esteve associada as Lendas Arturianas ou envolvida com Artur. Meave foi um mito pagão e também nunca foi uma entidade do mal.
Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. É hora de sermos a "Rainha de nossos domínios", tornando-nos conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.
Existem pontos no seu interior que lhe são desconhecidos? Você é daquelas pessoas que vive uma rotina programada realizando sempre as mesmas coisas'? Ou você á daquelas pessoas que para não se incomodar deixa as coisas ficar do jeito que estão? Ou talvez não tenha coragem, ou não esta disposta a reconhecer que você e sua vida é resultado das escolhas que faz com responsabilidade.
Maeve, aparece para lembrá-la que o caminha da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida. seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.

fonte da foto:  braid.com
FONTE REFERÊNCIA:http://cantinhodosdeuses.blogspot.com.br/2012/02/deusa-maeve.html

PROVÁVEL FONTE ORIGINAL:
O Trabalho de vários livros diferentes pesquisados por Rosane Volpatto

SENHORA DAS TRÊS FACES, TRAGA-ME OS DONS DA LUA...


Virgem, tu que és caçadora e amante da liberdade das mulheres, tu que es amante da ousadia e da força do Principio Feminino dai me a força para aprender e ensinar a senda da Deusa,

Mãe, tu que és miséricordiosa e feita de amor incondicional, dai me a força da sua ternura e o doce mel que escorre de suas palavras para que eu aprenda e ensine como quem bebe dos seus seios, sentindo está maravilhosa força, sendo nutrida pelo teu leite milagroso.

Sábia, tú que concedes a soberania e sobriedade, a sabedoria e a revelação divina, supremas peço-te humildemente que me inspire e que preencha meu corpo, minha alma e minha vida com a sua força para que em tudo, eu possa aprender e ensinar a respeitar sua venerável ancestralidade, sua venerável força, mais antiga que a própria Terra, mais antiga que o próprio Universo.

Senhora da Vida, esteja comigo mesmo diante do infortúnio, da injúria e da calamidade e de me as forças necessárias para evoluir e prosperar, para reverenciar a Ti, e levar um pouco do seu brilho, poder e força a todos os homens e mulheres que de mim necessitarem.

Que assim seja.


Autor Desconhecido

Juramento da Bruxa



Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.
Que eu seja uma exilada, se este é o sacrifício.
Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, Solstícios e equinócios.
Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.
Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.
Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.
Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.
Que sejamos inocentes e despretensiosos.
Que eu seja capaz de gratidão.
Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.
Que eu saiba isso como o meu gato, no sangue e nos ossos.
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor,em canções que soem como o aroma do alecrim,como todo o dia e na antiguidade, erva forte da cozinha.
Que eu não me incline a auto-integridade e a auto-piedade.
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos círculos de pedra,como raposa ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.
Que meu olhar seja directo e minha mão firme.
Que minha porta se abra àqueles que habitam  fora da riqueza, da fama e do privilégio.
Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega a minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica.
Que eles voltem.
Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as chamas brilhar para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar,sem que me peçam.
Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo.
Que o lugar onde habito seja como uma floresta.
Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. Por isso, eu dispo a minha roupa.
Que eu possa conservar a fé, sempre!
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.
Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.
Que eu faça a mesma escolha todos os dias e de novo.
Quando falhar, que eu me conceda o perdão.
Que eu dance nua, sem medo de enfrentar o meu próprio reflexo.

Que Assim Seja

Texto de Rae Beth
Art by Renee Lavoie Designs  





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