quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A ORIGEM DA GRANDE INVOCAÇÃO

O homem invoca a aproximação divina de diferentes maneiras: pelo chamado vago, não expresso, pelo grito invocador das massas e também pela invocação planejada e definida dos aspirantes, de ideias e orientação espiritual, e do trabalhador inteligente e convencido.

Pouca atenção se deu ao fator invocação, como o expressam os povos do mundo. Não obstante, no transcurso das eras o chamado invocador da humanidade se elevou até a Hierarquia espiritual e trouxe resposta. Isto está ilustrado pela declaração espiritual de Shri Krishna, exposta no Canto do Senhor, o Bhagavad Gita. Foi a enunciação que previu a vinda do Cristo. Nesse Canto Ele disse:

"Sempre que há uma violação da Lei e o  surgimento da ilegalidade em todas as partes, então Eu me manifesto".

"Para a salvação dos justos e a destruição dos que fazem o mal, para o firme estabelecimento da Lei, Eu volto a nascer era após era".

Na época licenciosa e no período maligno do Império Romano, veio o Cristo.

Outro exemplo de uma invocação notável e muito antiga, temos no Gayatri, em que se invoca o Sol com as seguintes palavras:

“Desvela para nós a face do verdadeiro Sol
oculto por um disco de luz dourada,
para que possamos conhecer a Verdade
e cumpramos com o nosso dever
à medida que nos encaminhamos aos Teus sagrados pés”.

Agreguemos também a isto as Quatro Nobres Verdades enunciadas pelo Buda, conhecidas por todos nós e que sintetizam as causas e fontes de todas as dificuldades que preocupam a humanidade. Existem muitas traduções destas verdades; todas indicam o mesmo anseio, chamado e significado. Durante a Dispensação Judia se fez uma declaração referente à conduta humana nas palavras dos Dez Mandamentos. Sobre eles se baseou a lei humana e também se fundamentaram as leis que regem as relações dos povos ocidentais. Depois veio o Cristo e nos deu a lei fundamental do Universo, a lei do amor, e também a oração do Senhor (o Pai Nosso), com a ênfase na Paternidade de Deus, o advento do Seu Reino e o estabelecimento de corretas relações humanas.

A humanidade se encontra hoje em um ponto médio, peculiar e excepcional, entre um passado desventurado e um futuro pleno de promessas, desde que se reconheça o reaparecimento de Cristo e se empreenda a preparação para a Sua vinda. O presente está pleno de promessas e também de dificuldades. Atualmente, e no presente imediato, a humanidade tem em suas mãos o destino do mundo ou, se fosse possível assim expressá-lo, com toda reverência, a atividade imediata do Cristo.

A agonia da guerra e a angústia de todo o gênero humano fizeram com que Cristo tomasse uma grande decisão em 1945, manifestada em duas declarações muito importantes: anunciou à Hierarquia espiritual e a todos os Seus servidores e discípulos na terra, a Sua decisão de reaparecer, estabelecendo contato físico com a humanidade, se esta empreendesse as etapas iniciais para o estabelecimento de corretas relações humanas.

Depois deu ao mundo (para ser recitada pelo homem comum) uma das mais antigas preces conhecidas, mas cuja utilização até então só era permitida aos Seres mais excelsos. Diz-se que Ele Mesmo a utilizou pela primeira vez em 1945 durante a Lua Cheia de junho, reconhecida como a Lua Cheia do Cristo, assim como a Lua Cheia de maio, o Festival de Wesak, é a do Buda. Não foi fácil traduzir estas frases antigas (tão antigas que não têm data nem antecedentes) em palavras modernas, mas isto foi feito e A Grande Invocação pode, afinal, ser uma prece mundial
.

 
A Grande Invocação saiu dos Ashrams combinados dos Mestres e da Hierarquia; é empregada por seus Membros com constância, precisão e poder. Servirá para integrar os dois grandes centros: a Hierarquia e a Humanidade, e relaciona-los de forma nova e dinâmica com o "centro onde a vontade de Deus é conhecida", Shamballa.

Somente uns poucos, muito poucos, empregaram o Pai Nosso nos primeiros dias do cristianismo, porque era necessário registrá-lo e expressá-lo em termos compreensíveis e traduzi-lo adequadamente antes de ser utilizado de maneira mais ampla. Este esforço levou séculos. Temos hoje todos os meios para uma rápida distribuição e estão sendo utilizados para divulgar a Grande Invocação.

Vale dizer que a origem da Grande Invocação é decididamente hierárquica, provém da Hierarquia Espiritual Planetária ou do conjunto de Mestres de Compaixão e Sabedoria, dos quais o Instrutor do Mundo é um dos seus Guias fundamentais (chamado de Cristo pelos cristãos e por outros nomes nas diferentes tradições religiosas e filosóficas do nosso Mundo Moderno).

Foi traduzida pelo Mestre Tibetano Djwhal Khul para o inglês moderno e transmitida palavra por palavra a Alice A. Bailey, com quem estava escrevendo os Livros Azuis, e que foi a responsável por começar a distribuição pública, com a ajuda de muitos dos que estavam servindo na Escola Arcana e em Boa Vontade Mundial.

Texto adaptado do folheto: "A Grande Invocação - Uso e significado" e de outros livros.



 

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