segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DESPERTAR DOS MÁGICOS - LOUIS PAUWELS E JACQUES BERGIER


Escrito por Louis Pawels, jornalista e escritor e Jacques Bergier, engenheiro químico e escritor, O Despertar dos Mágicos (Le Matin des magiciens) publicado pela primeira vez na França, em 1960, é considerado como um manifesto do realismo fantástico. O livro fala de ocorrências insólitas, dedicando muitas páginas ao trabalho de Charles Fort, incansável compilador de estranhezas do mundo; e apresenta a fantasia real dos grandes mistérios da Humanidade entre as verdades e os mitos de sociedades secretas, civilizações desaparecidas, ciências ocultas, religiões.
Investigando as sombras do terrível fenômeno nazista, os autores revelam as conexões entre a política nacional-socialista do partido de Hitler e o ocultismo mitológico que virou moda no Ocidente a partir da segunda metade do século XIX. O fantástico na realidade é aspecto metafísico interagindo com físico; o invisível em sua relação com o visível; a percepção que vai além dos sentidos; a comunicação sem barreiras de código, tempo e espaço. A realidade fantástica é alquimia, é telepatia, mediunidade; é, também, a decomposição do átomo em partículas.
O Despertar dos Mágicos é livro que introduz o público leigo no Universo do ocultismo, da magia, dos mistérios que a ciência não consegue explicar. A edição inglesa, publicada em 1963, The Morning of the Magicians, transformou o título em best-seller mundial. Entre as décadas de 1960 e 1970 foram vendidos mais de dois milhões de exemplares em diferentes idiomas. A edição espanhola saiu em 1962: El retorno de los brujos.  O sucesso do livro foi tão grande que, já em 1961, Bergier e alguns colaboradores começaram a editar uma revista mensal sobre os mesmos temas. Era a revista Planeta, cuja versão brasileira, muito conhecida, é pioneira na abordagem de assuntos misticos-esotéricos.
~ Ligia Cabus
ÍNDICE

Prefácio
PRIMEIRA PARTE
O FUTURO ANTERIOR
I - Homenagem ao leitor apressado. - Uma demissão em 1875. - As aves agoirentas. - Como o século xix fechava as portas. - O fim das ciências e o recalcamento do fantástico. - Os desesperos de Poincaré. - Somos os nossos próprios avós. -Juventude! Juventude!
II -A deleitação burguesa. - Um drama da inteligência ou a tempestade do irrealismo. - Perspectiva sobre outra realidade. - Para além da lógica e das filosofias literárias. - A noção do eterno presente. - Ciência sem consciência e consciência sem ciência? - A esperança.
III - Reflexões apressadas sobre os atrasos da sociologia. - Um diálogo de surdos. - Os planetários e os provincianos. Um cavaleiro que regressou para junto de nós. - Um pouco de Lirismo.
A CONSPIRAÇÃO EM PLENO DIA
I - A geração dos "obreiros da Terra". - Sois um moderno atrasado ou um contemporâneo do futuro? - Um cartaz nas paredes de Paris em 1622. - A linguagem esotérica e a linguagem técnica. - Uma nova noção da sociedade secreta. - Um novo aspecto do "espírito religioso".
II - Os profetas do Apocalipse. - Uma Comissão do Desespero. - A metralhadora de Luis XVI. - A Ciência não é uma Vaca Sagrada. - O Senhor Despotopoulos quer ocultar o progresso. - A lenda dos Nove Desconhecidos.
III - Ainda uma palavra sobre o realismo fantástico. - Ali existiram técnicas. - Houve a necessidade do segredo e  volta a haver. - Nós viajamos no tempo. - Queremos ver na sua continuidade, o oceano do espírito. - Novas reflexões sobre o engenheiro e o mágico. - O passado, o futuro. - O presente atrasa-se nos dois sentidos. - O ouro dos livros antigos. - Um olhar novo sobre o mundo antigo.
IV - O saber e o poder ocultam-se. - Uma visão da guerra revolucionária. - A técnica ressuscita as Guildas. O regresso à idade dos Adeptos. - Um romancista falara verdade: existem "Centrais de Energia". -Da monarquia à criptocracia. - A sociedade secreta futura forma de governo. - A própria inteligência é uma sociedade secreta. - Batem à porta.

A ALQUIMIA COMO EXEMPLO

I -Um alquimista no café Procope, em 1953. - Conversa a propósito de Gurdjief J - Um homem que pretende saber que apedra filosofal é uma realidade. - Bergier arrasta-me a toda a velocidade para um estranho atalho. - Aquilo que vejo liberta-me do imbecil desprezo pelo progresso. O nosso pensamento secreto a respeito da alquimia: nem  revelação, nem tentativa. - Rápida meditação sobre a espiral e a esperança.

II -Cem mil livros que nunca são interrogados. - Pede-se uma expedição científica ao país da alquimia. - Os inventores. - O delírio pelo mercúrio. - Uma linguagem  cifrada. Terá existido outra civilização atómica? Os pilares do museu de Bagdade. - Nezuton e os grandes iniciados. - Helvétius e Spinoza perante o oiro filosofal. - Alquimia e física moderna. - Uma bomba de hidrogénio sobre um fogão de cozinha. - Materializar hominizar espiritualizar.

III - Onde se vê um pequeno Judeu preferir o mel ao açúcar. - Onde um alquimista, que poderia ser o misterioso Fulcanelli, fala do perigo atómico em 1937, descreve a pilha atómica e evoca as civilizações desaparecidas. Onde Bergier corta um cofreforte com um maçarico e anda com uma garrafa de urânio debaixo do braço. Onde um major americano anónimo procura um Fulcanelli definitivamente oculto. - Onde Oppenheimer canta um dueto com um sábio chinês de há mil anos atrás.
IV - O alquimista moderno e o espírito de investigação. - Descrição do que um alquimista faz no seu laboratório. A repetição indefinida da experiência. - O que espera ele? - A preparação das trevas. - O gás electrónico. A água dissolvente. - Será a pedra filosofal energia em suspensão? - A transmutação do próprio alquimista. Para além começa a verdadeira metafisica.
V - Há um tempo para tudo. - Há mesmo um tempo para que os tempos se tornem a encontrar.

AS CIVILIZAÇÕES DESAPARECIDAS
I -Onde os autores descrevem o extravagante e maravilhoso Senhor Fort. - O incêndio do sanatório das coincidências exageradas. - O Senhor Fort vítima do conhecimento universal. - Quarenta mil notas sobre as tempestades de pervincas, as chuvas de rãs e os aguaceiros de sangue. O Livro dos Danados. - Um certo professor Kreyssler. - Elogio e ilustração do intermediarismo. - O eremita do Bronx ou o Rabelais cósmico. - Onde os autores visitam a catedral de Santo-Algures. - Bom apetite, Senhor Fort!
II - Uma hipótese para a fogueira. - Onde o eclesiástico e o biologista fazem o papel de cómicos. - Pede-se um Copérnico da antropologia. - Muitos espaços brancos sobre todos os mapas. - O doutor Fortune não é curioso. - O mistério da platina derretida. - Guitas que são lávros. - A árvore e o telefone. - Um relativismo cultural. - E agora, uma boa historieta!
III - OS NOVE BILIÕES DE NOMES DE DEUS.
IV - Onde os autores, que não são nem muito crédulos, nem muito incrédulos, se interrogam a respeito da Grande Pirâmide. - E se existissem outras técnicas? - O exemplo  hitleriano. - O império de Almançor. - Muitos fáns do Mundo. - A impossível ilha de Páscoa. - A lenda do Homem Branco. - As civilizações da América. - O mistério Maia. -Da "ponte de luz" à estranha planicáe de Nazca. - Onde os autores não passam de pobres quebra dores de pedras.
V - Memória mais antiga do que nós... - Onde os autores voltam a encontrar pássaros metálicos. - História de um curioso mapa do Mundo. - Bombardeamentos atómicos e naus interplanetárias nos "textos sagrados". - Outra ideia sobre as máquinas. - O culto pelo KcargoH. - Outra visão do esoterismo. - A sagração da inteligência. - Mais uma  história, por favor.
VI - Um cântico para São Leibowitz.
SEGUNDA PARTE

ALGUNS ANOS NO "ALGURES ABSOLUTO"
I - Todas as bolas no mesmo saco. - Os desesperos do historia dor. - Dois amadores do insólito. - No fundo do Lago do Diabo. - Um antifascismo oco. - Bergier e eu perante a imensidão do extraordinário. - Tróia também era uma lenda. - A história em atraso. - Do visível banal ao invisível fantástico. - Apólogo do escaravelho de ouro. - Pode ouvir-se a ressaca do futuro. - Não há apenas as frias mecânicas.

II -Na Tribuna das Nações recusam o Diabo e a loucura. - Há no entanto uma luta dos deuses. - Os alemães e a Atlântida. - Um socialismo mágico. - Uma religião e uma ordem secretas. - Uma expedição às regiões ocultas. - O primeiro guia será poeta.

III - Onde se falará de J.-P. Toulet, escritor menor. - Mas é de Arthur Machen que se trata. - Um grande génio desconhecido. - Um Robison Crusoé da alma. - História dos anjos  de Mons. - Vida, aventuras e desgraças de Machen. - Como descobrimos uma sociedade secreta inglesa. - Um prémio Nobel com máscara preta. - A Golden Dawn, suas filiações, seus membros e seus chefes. - A razão por que vamos citar um texto de Machen. - Os acasos mostram zelo.

IV -O texto de Arthur Machen. - Os verdadeiros pecadores, da mesma forma que os verdadeiros santos, são ascetas. O verdadeiro Mal, assim como o verdadeiro Bem, nada tem  a ver com o mundo vulgar. - O que é pecado é conquistar o céu de assalto. - O verdadeiro Mal torna-se cada vez mais raro. - O materialismo, inimigo do Bem e ainda mais do Mal. - Apesar de tudo, existe hoje qualquer coisa. Se estais realmente interessados.
V - A Terra oca, o mundo gelado, o homem novo. - Nós somos inimigos do espírito. - Contra a natureza e contra Deus. - A sociedade do Vril. - A raça que nos suplantará. Haushoffer e o Vril. - A ideia de mutação do homem. - O Superior Desconhecido. - Mathers, chefe da Golden Dawn, encontra os Grandes Terrificantes. - Hitler diz que também os viu. - Uma alucinação ou uma presença real - A porta aberta sobre outra coisa. - Uma profecia de René Cuénon. - O primeiro inimigo dos nazis: Steiner.
VI - Um ultimato aos sábios. - O profeta Horbiger Copérnico do século xx. - A teoria do mundo gelado. - História do sistema solar. - O fim do Mundo. - A Terra e as suas quatro  luas. - Aparição dos gigantes. - As luas, os gigantes e os homens. - A civilização da Atlântida. - As cinco cidades de há 300000 anos. - De Tiahuanaco às múmias tibetanas. - A segunda Atlântida. - O Dilúvio. - Degenerescência e cristandade. - Aproximamo-nos de uma outra era. - A lei do gelo e do fogo.
VII - Horbiger ainda tem um milhão de discipulos. - A expectativa do messias. - Hitler e o esoterismo em política. A ciência nórdica e o pensamento mágico. - Uma civilização inteiramente diferente da nossa. - Gurdjieff, Horbiger, Hitler e o homem responsável do cosmos. - O ciclo do fogo. - Hitler fala. - O fundo do anti-semitismo nazi. - Dos  Marcianos a Nuremberga. - O antipacto. - O verão do foguetão. - Estalinegrado ou a queda dos magos. A prece sobre o Elbruz. - O pequeno homem vencedor do super-homem. - É o homem pequeno que abre as portas do céu. - O crepúsculo dos Deuses. - A inundação do metropolitano de Berlim e o mito do Dilúvio. - Nlorte caricatural dos profetas. - O coro de Shelley.

VIII - A Terra é côncava. - Vivemos no interior. - O Sol e a Lua estão no centro da Terra. - O radar ao serviço dos magos. - Uma religião nascida na América. - O seu profeta alemão era aviador. - O anti-Einstein. - Um trabalho de louco. - A Terra é côncava, os satélites artificiais e os alérgicos à noção do infinito. - Uma arbitragem de Hitler. - Para além da coerência.

IX - Levam-nos água ao nosso horrível moinho. - O jornal dos Loiros. - O padre Lenz. - Uma circular da Gestapo. A última prece de Dietrich Eckardt. - A lenda de Tule. - Um viveiro de médiuns. - Haushofjer o mágico. Os silêncios de Hess. - A suástica e os mistérios da casa Ipatiev. - Os sete homens que queriam modificar a vida. - Uma colónia tibetana. - As exterminaÇões e o ritual. - Está mais escuro do que imaginais.
X - Himmler e o problema ao contrário. - A curva decisiva de 1934. - A Ordem Negra no poder. - Os monges guerreiros com emblemas de caveira. - A iniciação nos Burgs. A última prece de Sievers. - Os estranhos trabalhos da Ahnenerbe. - O grande-sacerdote Frederico Hielscher. Um apontamento esquecido deJünger. - O sentido de uma guerra e de uma vitória.
TERCEIRA PARTE

O HOMEM, ESSE INFINITO

I - Uma nova instituição. - O Fantástico no fogo e no sangue. - As barreiras da incredulidade. - O primeiro foguetão. - Burgueses e obreiros da Terra. - Os factos falsos e a ficção verdadeira. - Os mundos habitados. - Os visitantes vindos do exterior. - As grandes comunicações. Os mitos modernos. - Do realismo fantástico em psicologia. - Para uma exploração do fantástico anterior. - Exposição do método. - Uma concepção diferente da liberdade.
II - O Fantástico Interior. - Pioneiros: Balzaç Hugo, Flammarion. - Jules Romains e a mais vasta interrogação. O fim do positivismo. - O que é a parapsicologia? - Factos extraordinários e experiências autênticas. - O exemplo do Titanic. - Vidência. - Premonição e sonho. - Parapsicologia e psicanálise. - O nosso trabalho exclui o recurso ao ocultismo e às falsas ciências. - Em busca da maquinaria das profundezas.
III - A Caminho da Evolução Psicológica. - O "Segundo Sopro" do espírito. - Pede-se um Einstein da psicologia. - A ideia religiosa renasce. - A nossa sociedade está moribunda. Jaurès e a áruore ruidosa de moscas. - O pouco que nós vemos é devido ao pouco que somos.
IV - Uma redescoberta do espírito mágico. - O olho verde do Vaticano. - A outra inteligência. - A Fábrica do Bosque Adormecido - História da Krelavote". - É possível que a natureza faça um jogo duplo. - A manivela da supermáquina. - Novas catedrais, nova giria. - A última porta. A exiscência como instrumento. - Coisas novas e razoáveis sobre os símbolos. - Nem tudo está em tudo.

V - A construção do estado de vigília" - À maneira dos teólogos, dos sábios, dos magos e das crianças. - Cumprimentos a um especialista em suscitar obstáculos. - O conflito espiritualismo-materialismo, ou uma história de alergia. - A lenda do chá. - E se se tratasse de uma faculdade natural? - O pensamento como forma de caminhar e de sobrevoar. - Um suplemento aos direitos do homem. - Divagações sobre o homem desperto - Nós, honestos bárbaros.
VI - Três histórias para servirem de exemplo. - História de um grande matemático em estado selvagem. - História do mais espantoso clarividente. - História de um sábio de amanhã que vivia em 1750.

VII - PARADOXOS E HIPÓTESES SOBRE O HOMEM DESPERTO - POY que motivo as nossas três histórias desiludiram alguns leitores. - Não sabemos nada de sério sobre a levitação, a imortalidade, etc. - No entanto o homem tem o dom da ubiquidade, ele vê à distância, etc. - A que chamais uma máquina? - Como poderia ter nascido o primeiro homem desperto. - Sonho fabuloso mas racional sobre as civilizações desaparecidas. - Apólogo da pantera. - A escrita de Deus.

VIII - ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE O "ESTADO DE VIGÍLIA" - Uma antologia afazer. - As opiniões de Gurdjieff - A minha passagem pela escola de vígilia. - Uma história de Raymond Abellio. - Um texto admirável de Gustav Meyrinck, génio ignorado. - O PONTO PARA ALÉM DO INFINITO - Do Surrealismo ao Realismo Fantástico. - O Ponto Supremo. - Desconfiar das imagens. - A loucura de Georg Cantor. - Oyogi e o matemático. - Uma aspiração fundamental do espírito humano. - Um excerto de uma genial novela de Jorge Luis Borges.

X - DIVAGAÇÕES SOBRE OS "TRANSFORMADOS" - O gatolo astrónomo. - Uma subida de temperatura na inteligência. - Teoria das mutações. - O mito dos Grandes Superiores. - Os "Transformados" entre nós. - Do Horla a Leonardo Euler. - Uma sociedade invisível dos " Transformados". - Nascimento do ser colectivo. - O amor pelo vivo.

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