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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PENSAMENTO

Bom dia a todos!

Respeitar a visão do outro, em qualquer aspecto,

é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.

As pessoas são diferentes, agem diferente, e pensam diferente.

Nunca julgue.

Apenas compreenda.

Cordialmente,

Aloha Alokakari.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O SILÊNCIO DOS LOBOS!


Pense em alguém que seja poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam. Eles têm força e poder. Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe. Sorria. Silencie.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a falsa idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade!

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

- Me arrependi de coisas que disse … mas jamais do meu silêncio!

Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

 Aldo Novak 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

REFLEXÕES DE UMA CONDENADA À FOGUEIRA


Era inicio de primavera, o clima perfeito para uma tarde romântica. Correr nos campos tangendo corvos e pássaros, ou quem sabe cavalgar livre sentindo o vento frio no rosto, chegar a Aldeia de Kalppe atrás das montanhas, visitar Duanna, falar de magias de amor e de celebrações.

Mas isso é impossível! Estou presa neste calabouço há duas luas e nem sei porque. Ouvi comentários que seria condenada a fogueira por ser uma bruxa. Mas por ser uma bruxa serei levada a morte tão cedo e de forma tão violenta? Afinal tenho só 20 anos, me sinto bela, tenho tantos planos para o futuro... morrer sem conhecer a montanha dourada que a nona tanto falava. E os filhos? Também não os terei... Como podem matar uma mulher que nem cumpriu ainda a sua sagrada missão no mundo que é a de pari?

Seria uma boa mãe, lhes ensinaria a arar a terra com os devidos cuidados para não ferir as entranhas da grande Mãe. Depois lhes ajudaria a cuidar da plantação e a colher.
Quando o trigo fosse debulhado, lhes ensinaria a fazer pão. Ah! o pão! Alimento sagrado dos Deuses...Seria maravilhoso correr nos campos com minhas crianças, conduzir os rebanhos montanha a cima e na hora do ocaso parar. Observar o Deus Sol se recolher e a Grande Deusa Lua chegar. Orar por todos os filhos do mundo e pedir abundância , pediria a Deusa Lua que iluminasse meus irmãos e promovesse a fartura na próxima colheita. E finalmente chegaria o Samhain. Dançaríamos em volta das fogueiras, celebrando o dia em que nossas ancestrais passam pelos portais da transformação para nos envolver de amor e luz.

Não. Nada disso acontecerá ! Não vou mais poder acender lanternas em abóboras nos caminhos do bosque para sinalizar o local das nossas celebrações. Não vou tomar vinho agradecendo ao Deus Baco pela alegria de viver, não vou mais tear meu melhor vestido para as danças sagradas no Festival de Rhiannon. Meu Caldeirão, onde preparo meus chás que curam os males dos corpos, será execrado e esquecido em livros de terror para as criancinhas.

Vão me mandar para a terra do verão sem sequer me ouvir, sem que eu fale dos meus sonhos de inverno. Sem que eu possa cantar minhas canções de amor e fé pelas belezas da Grande mãe, a natureza. Me obrigam a partir sem me doar a um parceiro de trilha na terra , rolar na relva sem sentir a beleza da entrega dos corpos ao fundir masculino e feminino no coito sagrado da procriação, com as bênçãos de Belenos.

E antes de acontecer o inevitável, o sol vai iluminar toda a terra sagrada e eu serei só luz, meu copo nada sentirá, pois estarei sob a proteção da Deusa mãe.

No inverno estarei presente no fogo das lareiras dos meus inquisidores lhes aquecendo os corpos e os corações. No verão o sol abrasará seus dias e seus pântanos, na primavera voltarei na luz refletida em cada hortênsia. No outono, estarei nas réstias de luz por entre nuvens. Serei plena e crescerei. Retornarei quando o homem determinar o fim dos tempos. Quando o homem for livre e a justiça real. Quando os direitos humanos forem respeitados e a fé restaurada. Retornarei quando os homens cansados de julgarem-se a si mesmos e de si auto condenarem, revoguem as leis da Grande mãe, sem anular o poder sagrado da maternidade, e não a camuflem com lendas de homens que parem pelas costelas. Retornarei ao grande útero da mãe terra, quando esta despertar nas almas e nos corações das mulheres livres de preconceitos e “pecados”. Voltarei quando os homens respeitarem a mulheres que deixam seus leitos no silêncio da noite sob o frio do inverno para ajudar a outra mulher dar a luz a mais um ser humano.

Voltarei quando uma mulher tiver o supremo direito de subir em uma tribuna e reivindicar seus direitos, sejam de que ordem for como nossas ancestrais o faziam. Voltarei quando não mais for preciso esconder meus sagrados objetos de magia ou queimar meu livro de Capa preta. Voltarei quando possa andar livremente pelos caminhos que eu mesma decida trilhar. Voltarei quando eu e minhas irmãs de crença possamos dançar e cantar em praças públicas, louvando nossos Deuses sem sermos apedrejados. Haverá essa época verdadeiramente?



As horas passam lentamente nesta manhã. Ouço ao longe os tambores dos inquisidores... Quem teria me entregado aos senhores da “Santa Inquisição”?

Seria aquela mulher que é triste e amarga porque a lepra lhe putrifica as carnes, por inveja da minha juventude e da minha pele viçosa? Ou seria aquele velho sujo do provedor inquiridor que queria meus carinhos e vivia a me perseguir até eu lhe chamar de porco imundo...

Seria aquela nova vizinha do rancho do vale? Ela estava sempre falando da minha plantação de hortênsias, gostaria de ter uma igual, se assim foi, ela agora será a sua proprietária, pois me condenou, pelas leis as Inquisição, quem entrega uma bruxa aos inquisidores recebe seus bens como pagamento, depois é claro, de tirar a parte da igreja. Mas isso já não faz diferença. São pobres de alma e de sentimentos, cegos pela ânsia do poder. Do Ter, de possuir bens materiais, esquecem do quanto é efêmera a alegria das coisas físicas. Esquecem da beleza do caminho simples dos Deuses.

Da transparência da água, da dança do fogo, do poder do vento e da sabedoria da terra. Esquecem da clemência e da lucidez dos nossos Deuses, e se deixam aprisionar por um único Deus poderoso e vingativo. Imposto por homens que usam seu nome para espalhar dor e sofrimento. Um Deus que só vê com bons olhos homens que lhe seguem com rigor, que por ignorância nada questionam, simplesmente se deixam escravizar por este Deus forjado para aprisionando os filhos da Grande Mãe a dogmas que eles mesmos criaram.

Roubaram nossos símbolos sagrados e os transformaram em seres malévolos, demônios e diabos, entidades essas que jamais ouvimos falar. Sabemos que o mal existe, tanto quanto o bem. São as energias naturais opostas no universo. Podemos fazer muito mal aos nossos irmãos e as coisas da grande mãe se não soubermos usar essas energias com altruísmo e sabedoria, precisamos ter a real consciência do quanto é importante este discernimento.

O que importa agora é que sou impotente para transformar essa moléstia instalada nas nossas vidas, mas voltarei minha essência para reverter esse poder imbecil e inominável. Voltarei com as bênçãos de Gaia, para promover o desperta da Deusa Mãe de forma intensa. Natural e interna nas almas e nos corações dos homens. Ela será tão natural e forte que estará imaculada na própria vida da mulher, poderá ser conhecida ou não. Para ser conhecida, a mulher terá que ir busca-la dentro do próprio coração, nas entranhas, sem depender de ninguém para mostra-la. Se nunca a encontrar será porque nunca esteve suficientemente preparada para tamanha responsabilidade.

Voltarei quando o respeito as leis que regem o universo sejam universalmente conhecidas, que os homens tenham certeza seja por que meios forem, que nós somos parte, mesmo que infinitamente pequenos, de um grande sistema que gera vida unificada. Que somos todos iguais feitos do mesmo pó, retornamos a ele e dele partimos para completar o grande circulo que chamamos de tempo.

Ouço passos, deve ter chegado o momento de me conduzirem ao patíbulo. Desnudarão as minhas vestes e a minha dignidade humana. Anotarão meu nome para engrossar a lista dos que ousarem nascer e viver livres, dos que amaram e viveram intensamente seus amores, dos que não se amedrontaram pelos conflitos naturais da vida, pelos que não se intimidaram pelas causas da Deusa Mãe, a natureza.

Vão denegrir a minha imagem e a minha fé. Vão reverter meus princípios e meus ideais. Vão corromper minha história. Vão me condenar mais uma vez aos mistérios de terror. Vão envolver meus descendente na ignorância ao longo de dois mil anos. Transformarão as minhas preces em risos sarcásticos e gritos tenebrosos. Chamarão nossos ungüentos, nossos chás e ervas de recursos primitivos. Esquecerão o quanto nossas ancestrais se sacrificaram para colher e descobrir ervas que curam e alimentam.

Desenvolverão técnicas que chamarão de ciências, em cima dos nossos parcos recursos primitivos, e jamais o reconhecerão.

Para se tornarem popular, associarão nossos Deuses aos seus Deuses, e alterarão nosso calendário para que os pagãos celebrem seus Deuses, pensando estar celebrando nossos Deuses.

Ridicularizarão o nosso circuito de energia com as fases da Deusa mãe lua. Darão outros nomes ao que chamamos de rio interno da Deusa que promove a vida. Espalharão a idéia de que é sujo e nojento o nosso sangue sagrado de mulher.

Farão com que os incautos acreditem que adorar a Deusa cheia e plena os tornará loucos. Criarão argumentos pobres e imbecis para justificar os fenômenos naturais, o que também chamarão de ciências.


As mulheres serão condicionadas a serem escravas dos homens. Até mesmo do seu próprio homem, aquele a quem escolheu para rolar na relva.

Não haverá mais mulheres Sacerdotisas, pois o poder, até o dos deuses estará exclusivamente na mão dos homens. Será o período onde até as mulheres, que conhecem a dor do parir, dependerá do macho para sobreviver. Muitas delas farão desta situação condição única de sobrevivência. Situação essa, que aliada a condição material e emocional, se tornarão também escravas por um longo período no tempo.

Será um período tão nefasto, que as mulheres usarão seu corpo como arma, não com liberdade de amar na relva sob as bênçãos de Belenos, mas rolar nos leitos para sobreviver. E o que será pior, sem se dar conta da perda do seu poder do feminino. Será o período de alienação total da mulher, até que a Deusa mãe seja resgatada e instalada definitivamente nas almas e nos corações.

Então, nós Bruxas, estaremos de volta. Resgatando a pureza de ser fêmea, mãe, parceira e companheira do nosso homem. Escolhendo e sendo escolhida. Desenvolvendo nossas habilidades profissionais. Independente de raça, religião ou cor, seremos mulheres simplesmente, a contraparte do homem. Diferentes, porém harmonizados. Opostos, porém parceiros.
Me conduzem ao patíbulo... é chegado o momento da transformação!

Estarei de volta na era de Aquários!

Texto de:
Graça Lúcia Azevedo / Senhora Telucama.
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama

"Truth in our hearts, Strength in our arms and fulfillment in our tongues"
(Verdade em nossos corações, Força em nossos braços e Totalização em nossas
línguas) .
 

PRECEITO DIÁRIO

Que eu tenha hoje e à cada dia:
A força dos céus
A luz do sol
Resplendor do fogo
Brilho da lua
Presteza do vento
Profundidade do mar
Estabilidade da terra
Firmeza da rocha
Que assim seja!
E assim se faça!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DESCOMPLICAÇÃO


  


"Viver não é esperar a tempestade passar... é aprender como dançar na chuva."



Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.


Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.


E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.


Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.


Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.


Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.


E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.




E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.