sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banhos Energéticos / Espirituais


 


Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura. As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.
Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.
Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.
Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc...
Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.
O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

Relação de Ervas e suas Propriedades

·         Arnica - afasta a negatividade

·         Abre Caminho - novas forças

·         Açúcar - aceitação

·         Alho (palha) - proteção

·         Alecrim - clareza mental

·         Alpiste - prosperidade

·         Arruda - proteção

·         Anis Estrelado - aumenta a auto-estima

·         Água-de-arroz - calmante

·         Água-marinha (planta) - limpeza

·         Alfazema - mudança

·         Bulbo de cebolinha - tira o cansaço

·         Comigo-ninguém-pode - defesa

·         Camomila - limpeza (bactericida)

·         Canela - limpeza, força e prosperidade

·         Cravo da Índia - estimulante

·         Crisântemo branco - calmante

·         Crista-de-Galo (sementes) - calmante (hipertensão)

·         Contas de Rosário - concentração

·         Cenoura (folhas) - fraqueza

·         Dente-de-Leão - tristeza e anti-tóxico

·         Erva doce - boas energias

·         Espada de São Jorge - proteção

·         Folha de Pinheiro - limpeza

·         Folhas de Pêssego - dissolve densidades acumuladas

·         Folhas de Limão - corta energias negativas

·         Folhas de Manga - prosperidade

·         Folhas de Louro - prosperidade

·         Fumo - proteção

·         Flor de sabugueiro - calmante

·         Guiné - proteção e força

·         Girassol (sementes) - acelera as mudanças

·         Guaraná - aumenta as energias

·         Hortelã - aceitação

·         Inhame - força e limpeza

·         Levante - força, melhorar a auto-estima

·         Losna - corta a negatividade (raivas)

·         Macela - calmante (bom para insônia)

·         Manjericão - equilíbrio, renova as células do organismo

·         Pitanga (folhas) - melhora a circulação

·         Rosas brancas - limpeza

·         Rosas vermelhas - energia

·         Sementes de tangerina - para dores na coluna

·         Sálvia - rejuvenecimento 

Dicas de Banho Energéticos e Espirituais

BANHO DE DESCARREGO (LIMPEZA FORTE)
Desfie um pedaço de fumo em corda coloque 7 folhas de picão roxo ferva-os(neste caso não faça por maceração ou infusão, ferva a erva e o fumo junto), desligue o fogo, coe e acrescenta 1/2 copo de vinagre branco, e um punhado de sal grosso.Tome o seu banho de higiene, de preferência com sabão da costa ou de coco, em seguida jogue o banho dos ombros para baixo, e novamente tome banho com o sabão da costa. Ponha uma roupa clara e vai dormir, você verá como vai se sentir bem melhor, pois este banho tira toda a negatividade, pelo fator de ser um banho muito forte, aconselho tomar (banhar-se) somente uma vez por mês.

 

BANHO DE DESCARREGO (ELIMINA ERVAS ASTRAIS)
Ferva, Erva cipó Cruz, com Erva São João, após isto acrescente o banho de Abô e Amassi (adquira comigo), tome seu banho de higiene, e jogue o chá dos ombros para baixo, ponha uma roupa clara.

 

BANHO PARA ABRIR CAMINHOS
(Trazer coisas boas) Ferva cravos da índia, Canela em Pau, Erva doce, 7 moedas correntes, uma maça cortada em quatro,3 colheres de açúcar e 21 gotas de qualquer perfume, após ferver, coloque i copo de leite. Após o banho de higiene, jogue o chá dos ombros para baixo.
 

BANHO PARA QUEBRAR FEITIÇOS (21 ERVAS)
Ferva, Arruda, Alecrim, Aroeira, Macaçá, Pinhão Roxo, Guiné, Eucalipto, Benjoim, Cravo da Índia, 3 sementes de olho de boi, Dandá da Costa, Espada de São Jorge, Comigo ninguém pode, Erva de São João, Erva de Bicho, Manjericão miúdo, Folha de Bambu, Erva Santa Maria e Louro. Após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, ponha uma roupa clara e vá repousar. Repetir este banho por 3 dias seguidos.

 

BANHO PARA O AMOR (BANHO DE OXUM)
Ferva poejo, Levante, Manjericão, Boldo, Pétalas de rosa branca e amarela, e 8 gotas de perfume de seu uso.Após o banho de higiene, jogue este chá da cabeça aos pé, coloque uma roupa clara.

 

BANHO PARA CHAMAR A PESSOA (APROXIMAR)

Ferva uma Noz Moscada,10 sementes de Dandá da Costa, após ter fervido, coloque o perfume pega homem e um perfume atrativo do amor, em seguida coloque uma colher de açúcar e uma de alpiste, deixe descansar uma hora.
Após o banho de higiene, banhe-se com o chá dos ombros para baixo.Enrole os resíduos numa folha de papel, (na folha escreva o nome da pessoa que deseja chamar) e enterre tudo no pé de uma bananeira
 

BANHO PARA ATRAIR COISAS BOAS

Ferva, Louro, Alecrim, dandá da Costa, Perfume qualquer, ouro, Prata, Cristal (pedra), Moedas, Manjericão, Levante,após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, as moedas gaste-as, o ouro e prata, guarde-os e as ervas pode jogar fora. Depois deste banho , em seguida dilua 2 pedras de anil em um balde de água morna, e jogue dos ombros para baixo, deixe cair um pouco de água do chuveiro, passe em seguida bastante açúcar no corpo, de deixa cair bastante água. É aconselhável fazer este banho todas as datas do seu aniversário, ex, se você faz aniversário de 03 de março, faça este banho todos os dias 03 de cada mês, 03 de março , 03 de junho, 03 de julho, etc.
 

BANHO PARA ATRAIR BENS MATERIAIS
Após o banho de higiene, ou de limpeza com ervas, pegue 1 QUILO de açúcar e um pacote de canela em pó , misture, passe tudo pelo corpo e em seguida deixe somente cair água no corpo. isto é feito no banho da manhã. 
 
Fonte sullahterapias

Namastê Shalom

terça-feira, 12 de abril de 2011

A DESCOBERTA DA MEDITAÇÃO: Por Cesar Garcia Lima* - Especial para A Gazeta

 Como conheci o caminho espiritual trazido da Índia por Paramahansa Yogananda

Há um trecho da oração final dos serviços de meditação da Self-Realization Fellowship que me chamou atenção desde a primeira vez em que o ouvi, em São Paulo, em setembro de 1994. Depois de saudar os mestres desse caminho espiritual, a oração reverencia também “os santos de todas as religiões”, e isso despertou em mim de imediato um sentimento de inclusão e respeito nunca antes experimentado. Como cresci em uma família católica, estudei em um internato adventista do sétimo dia e convivi com várias pessoas de outras religiões e filoso-fias de vida, estava acostumado a cerimô-nias voltadas apenas para seus próprios méritos e dogmas. A Self-Realization Fellowship (conhecida no Brasil como Associação de Autorrealização) me surpreendeu desde essa cerimônia, por sua abordagem respeitosa em relação a outros credos.

Muitos anos depois, agora devoto dessa organização mundial que propaga a união entre a ioga e o cristianismo, posso chamar essa percepção por outro nome: bem-aventurança. Ao difundir a meditação como um meio para que cada um desperte sua consciência para si, para os outros e para a Deus, a SRF é uma instituição baseada nos princípios da ioga (ciência da união da alma individual com o Espírito Cósmico), acessível para todos que queiram conhecê-la, sem distinção de nenhuma espécie.

Eu tinha chegado até a Self ainda desconfiado das vantagens da meditação apregoadas por minha amiga Beatriz Vieira, jornalista como eu, que tinha feito contato com a instituição por conta de uma temporada de estudos em Nova York. Quando ela me convidou para conhecer a Self, minha reação foi dizer que tivesse cuidado com “essas seitas que aparecem por aí”.  Ao constatar pes-soalmente, entendi que a Self não tem nada a ver com seita, porque não é levada pela fé cega em nenhum preceito, ao contrário, a perspectiva é sempre a consciência e o livre-arbítrio de cada um.  A palavra guru (aquele que dissipa as trevas) também me assustava, mas aos poucos entendi o caráter de guia espiritual que cerca essa palavra, da mesma maneira que os santos católicos, de quem cada um escolhe ser devoto. O mais irônico é que, quando pequeno, mesmo sendo um dos alunos mais dedicados do catecismo de Irmã Regina, eu relutava em aceitar o papel de guia conferido aos santos. Na Self, percebi em Paramahansa Yogananda a liderança espiritual de que tanto sentia falta desde criança, sem que por isso tenha tido de abdicar das minhas próprias idéias.

Ao despertar para a meditação e a vastidão dos ensinamentos de Paramahansa Yogananda, fundador da SRF, me dei conta de que ali estava um modo gentil e profundo de buscar o autoconhecimento, baseado nos textos sagrados da Índia, bem além das formulações úteis - mas às vezes muito distanciadas - das sessões de psicanálise ou do estudo da astrologia, que eu tinha procurado até então. Paramahansa (pronuncia-se Paramarranssa) designa “aquele que atingiu o estado mais elevado da comunhão ininterrupta com Deus”. Yogananda (a pronúncia segue a grafia) é o nome religioso que significa “bem-aventurança por meio da união divina”. O principal livro para entender esse caminho que saiu do Oriente e chegou a várias partes do planeta, inclusive o Brasil, é Autobiografia de um iogue, do próprio Yogananda, cuja primeira edição foi lançada em 1946. Publicado em vários países e conhecido como um clássico da vida espiritual, o livro conta a trajetória de Paramahansa Yogananda desde seu nascimento em 1893, em Gorakhpur, na Índia, até os Estados Unidos, para onde foi em 1920, sob a orientação de seu guru Sri Yukteswar - com o objetivo de participar de um congresso - e onde fixou residência e fundou a SRF, com sede mundial em Los Angeles, na Califórnia. Depois de seu falecimento, em 1952, seus ensinamentos se expandiram ainda mais e hoje estão presentes em todo o mundo, conforme ele mesmo tinha previsto. Desde 1955, a Self é presidida por Sri Daya Mata, discípula direta de Paramahansa Yogananda, cuja presença de beatitude tive o privilégio de compartilhar em uma palestra, em 1997, durante uma convocação mundial com monges e devotos, em Los Angeles.

A narração dos eventos que cercam a vida de Paramahansa Yogananda (nascido Mukunda Lal Gosh) em Autobiografia de um iogue é fascinante por vários aspectos. A vida de Yogananda na Índia no final do século XIX e  primeiros anos do século XX aparece junto a ensinamentos espirituais que vão sendo explicados pela perspectiva afetuosa do mestre, nos familiarizando com termos da ioga como pranayama  (técnica para o controle da força vital), além de várias histórias sobre santos indianos.
Autobiografia de um iogue faz parte da coleção Self-Realization Fellowship, distribuída no Brasil pela Ominisciência (http://www.omnisciencia.com.br/), e que inclui vários títulos importantes escritos por Paramahansa Yogananda, como Onde Existe Luz, no qual há uma série de textos selecionados de outras obras do Mestre, tornando-se fácil leitura para os que pretendem conhecer o universo dos ensinamentos orientais. Em
A Eterna Busca do Homem, uma série de palestras feitas por Yogananda, é possível entender mais profundamente seus ensinamentos, que explicam aos ocidentais a tradição da ioga. Além disso, em seus textos, Yogananda também aborda o cotidiano e dá informações simples e úteis sobre alimentação vegetariana, comportamento e modos de lidar com os maus hábitos, entre centenas de outros assuntos importantes. Como mais recentes lançamentos, já chegaram às livrarias Assim Falava Paramahansa Yogananda, com várias citações famosas do fundador da SRF, e A Yoga do Bhagavad Gita, livro com a interpretação de Yogananda sobre o sagrado texto indiano que constitui a base dos ensinamentos da Self.

EM BUSCA DE AUTOCONHECIMENTO
Mas, afinal, o que é meditação? Em primeiro lugar é preciso esclarecer que são vá-rios os tipos de meditação praticados hoje no Brasil, muitos deles desvinculados de um propósito espiritual. No caso da SRF, conforme as instruções deixadas por Para-mahansa Yogananda, o principal objetivo da meditação é promover a busca de cada um por Deus. Para isso, Yogananda instruiu os devotos a se sentarem em uma cadeira de espaldar reto, com as costas alinhadas, pés paralelos no chão e palmas das mãos voltadas para cima na junção entre o dorso e as pernas. Os olhos fechados devem se voltar para o espaço entre as sobrancelhas, conhecido como centro da consciência crística. Isso é só o começo de uma série de lições que podem ser recebidas para qualquer pessoa que as solicitar para a Sede Central da Self (ver box de contatos úteis).
 Várias técnicas são transmitidas individualmente por essa espécie de curso espiritual por correspondência, cujo principal objetivo é levar o devoto a se aprofundar na seara da meditação e do autoconhecimento, se aproximando da consciência cósmica. A técnica mais importante de todas é a kriya yoga, transmitida diretamente por monges da Self em viagens periódicas ao redor do mundo. Para se ter noção da importância da kriya, o próprio Mahatma Gandhi a solicitou diretamente a Yogananda, em 1935. A mais recente visita dos monges ao Brasil foi no início deste mês, no Rio de Janeiro (Veja detalhes no site do Centro do Rio de Janeiro da Self-Realization Fellowship: http://www.rio-srf.org/).
Segundo Brother Devananda, um dos monges que participou do encontro, o Brasil, depois dos Estados Unidos, é o país onde a Self mais cresce em número de devotos.
Depois de 15 anos meditando na Self e estudando os ensinamentos de Para-mahansa Yogananda, tenho a certeza de ter encontrado uma filosofia coerente com minhas escolhas como cidadão e também com os anseios da minha alma: paz e união num  mundo com menos egoísmo e desigualdade. Em um cotidiano tão desgastado pela violência física e psicológica, esses ideais chegam a soar como ingenuidade. Mas não é mesmo um pouco de ingenuidade que faz falta atualmente? Para começar a descobrir esse mundo, basta abrir as páginas de Autobiografia de um iogue. Como disse Paramahansa Yogananda, a meditação é um “paraíso portátil” que está ao alcance de todos.

CONTATOS ÚTEIS
Internet: site da Self-Realization Fellowship:  http://www.yogananda-srf.org/index.html, que inclui contatos da Self em várias cidades brasileiras.
Por carta (em qualquer língua): Self-Realization Fellowship - 3880 San Rafael Avenue, Los Angeles, CA 90065-3298 USA.
Pelo telefone (em inglês): 00 + cód. da operadora +  1 + 310 + 323-225-2471
PRINCIPAIS OBRAS DA SELF EM PORTUGUÊS
A Eterna Busca do Homem, Afirmações científicas de cura, Assim Falava Para-mahansa Yogananda,

Autobiografia de um iogue, A Yoga do Bhagavad Gita, Meditações Metafísicas, No Santuário da Alma,

Onde Existe Luz, A Lei do Sucesso e No Silêncio do Coração.
Todos os livros são traduzidos para o português pela própria Self-Realization Fellowship e distribuídos no Brasil pela Omnisciência (http://www.omnisciencia.com.br/), rua Natingui, 508, Vila Madalena, 05443-001, São Paulo, SP. Fone: (11) 3676-1997. Email: info@omnisciencia.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
* Cesar Garcia Lima, jornalista e poeta, nasceu em Rio Branco em 1964 e mora no Rio de Janeiro. – cegali@terra.com.br

Magia, Bruxaria e Xamanismo - O Caminho do Tornar-se


 Existem alguns assuntos polêmicos na bruxaria hoje. Existem questões de tradição sendo discutidas, questões da validade de certos caminhos.

Parece que é interessante antes de discutirmos se tal caminho é ou não da tradição perceber a qualidade de nossos conceitos de "caminho", "tradição". O que é um "caminho"?

Por que, para que existe? Como sabemos que um caminho é um caminho e não mais uma ilusão conceitual, mais um aglomerado de pessoas gerando uma realidade convencionada, que tem a textura de realidade, mas que tem o poder da força coletiva do grupo apenas? Isso é bem sutil.

Tem grupamentos que tem sua força, considerável, mas esta é resultante da força total do grupo. Há outros grupamentos de humanos que carregam consigo uma carga extra, uma força que vem de outro tempo, de outra era, que é de natureza diversa de tudo que existe nesta era e neste mundo. É importante meditar sobre isso, procurar ir além do mero raciocinar aqui.

A descrição de mundo na qual este conhecimento se baseia é outra, assim estamos falando de outro tipo de física, de química, assim esta energia diferente que certos grupos carregam pode ser muito sutil, mas é ainda "matéria", é ainda energia organizada em forma de exist"encia, que é diferente da energia na inexistência.

Alguns a chamam de Baraka, o poder da transmissão, que mestre (a) passa para discípulo (a) desde o ínicio dos tempos. Entre os Xamãs este poder é transmitido a cada sucessor e muitos grupos de xamãs, ainda existentes no nosso mundo, podem estar morando na casa ao lado que nem saberíamos, pois são discretos e nem de longe tem a idéia de "ensinar" seu saber no conceito que temos de ensinar. Eles apenas vêm às vezes ao mundo, caçar humanos em potencial, ensiná-los a transcender a condição humana e depois solta-los na corrente da vida.

Assim, a Corrente continua e é isso que as linhagens tem como objetivo, que a "corrente" não se parta. Mas diz um texto alquímico, que quando partimos em busca da Verdade, num movimento sincero e concreto, a Verdade também se lança em nossa busca.

Essa busca sincera da VERDADE que liberta, que nos permite encontrar o espaço silencioso onde vamos partilhar da PRESENÇA, sem nenhuma programação exterior. E existe uma energia original, que vem de antes do alvorecer dessa Era, uma energia fina, tecida com fios de luz das estrelas, que viajaram pelo tempo até chegar a nossos olhos, onde nos tocam de forma sutil, a qual não percebemos por não termos sido sensibilizados (as) a isso.

Mas podemos redescobrir essas sutilezas observando tudo isso, através dos tempos homens e mulheres aprimoraram um saber cumulativo sobre como lidar com essa imensidão que nos envolve, que tem armadilhas, perigos, maravilhas e coisas terríveis e só na plenitude de nós mesmos podemos viajar incólumes pela absoluta solidão da vasta Eternidade que nos envolve.

E MAGIA, XAMANISMO, BRUXARIA têm sido termos que aludem a estes caminhos, caminhos de reencontro com nossa real natureza, caminhos de despertar, caminhos de singularização de nossa realidade existencial, para que nos tornemos realmente existentes enquanto agentes ativos, sujeitos reais de nossa história e não objetos que repetem uma programação que lhes foi imposta por mecanismos ideológicos sutis, cuja maior parte nem percebemos.

Quando saímos do sonos robótico vamos descobrir a vastidão na qual estamos inseridos e temos de estar preparados para isso. Ajudar nesse despertar, canalizar para que o choque do despertar não atrapalhe a caminhada, alertar sobre os perigos e armadilhas que estão em outros mundos que nos cercam, tudo isso têm nas tradições guardiãs e transmissoras .

As energias de antes da origem fluem por um caminho da tradição , como um rio, é comum ouvirmos esse termo para se referir as mesmas: o rio espiritual do caminho.

Um caminho da TRADIÇÃO no mais lato sentido do termo é um caminho que tem essa energia em sua transmissão. Isto não invalida caminhos que não tenham essa força. Pois a meta da MAGIA da BRUXARIA, do XAMANISMO está além do humano, está além dos véus e assim a intervenção humana é um detalhe que pode ou não acontecer.

Estar ligado (a) a uma linhagem de tradição é ter a chance de ser aconselhado (a) por homens e mulheres que vão lhe ajudar a evitar armadilhas, mas sem inibir suas habilidades. Uma falsa tradição vai ter pessoas querendo impor seus pontos de vista, querendo moldar os (as) aprendizes a suas concepções pessoais, a sua forma de ser e estar no mundo. Numa tradição profunda os mais velhos e as mais velhas vão lhe ajudar como um (a) jardineiro (a) ajuda a planta a desabrochar e revelar sua interior identidade.

Uma organização formal acaba reprimindo o pleno talento de seus jovens pela ação competitiva dos mais velhos, que temem ser superados, como de fato tem que ser, pois é a missão de cada geração superar a anterior.

O desafio é sermos nós os superadores em nosso momento, indo além das barreiras que chamam de realidade, mas que têm sido a cerca onde nos mantêm perceptivamente confinados, aguardando a tosquia e alguns o abate.

Encontrar um caminho tradicional, que tem essa energia fluindo é uma grande sorte. Eu chamo de sorte, podem chamar de "desígnios do poder", "vontade da Deusa", ou seja lá o que for, mas o fato é que importa. Efetivamente algo lá fora , em um certo momento, interfere e muda tudo, nos coloca numa condição diferente de existência e isto é a maior iniciação possível.

A iniciação formal a uma tradição é algo que pode nos auxiliar no navegar da vastidão da Eternidade que nos espera quando vamos além dos véus perceptivos que nos impuseram. Mas o chamado pode vir diretamente da ETERNIDADE e a mais improvável das pessoas pode se tornar um bruxo, uma bruxa, um xamã, uma xamã, um magista, uma magista.

Por isso me divirto quando vejo pessoas arrogantemente se sentido superiores e desdenhando de desafetos julgando que este ou esta pessoa não vai nunca ser um(a) bruxo(a) , xamã ou magista. Quem somos nós para entender os desígnios do poder? Conheci pessoas com muito talento, com poder incrível e que por arrogância e preguiça se tornaram nulidades para si mesmas e outras que pareciam frágeis, que tinham pouca energia pessoal e no entanto com determinação e vontade fizeram do pouco muito e são hoje plenas em seus caminhos.

Me parece que a humildade fundamental que tanto se fala nesses caminhos não é uma subserviência tola, mas reconhecer que somos nada, que somos menos que pó cósmico, inseridos num planeta que gira ao redor de um sol cuja massa sequer é suficiente para que ele vire um buraco negro quando terminar seu ciclo, na periferia de mais uma das incontáveis galáxias que vagam pela eternidade. As forças que passam por nosso mundo podem nos levar, como um surfista numa onda, ou nos afogar. Depende de nossas habilidades grande parte do resultado final dessas opções.

MAGIA, XAMANISMO, BRUXARIA são caminhos para desenvolver nossas habilidades a fim de que "surfemos" as ondas que chegam e não sejamos afogados por elas. É aqui então que reconhecemos a realidade de um caminho tradicional. Se este caminho nos permite despertar, nos auxilia a sair da auto-ilusão na qual nos mantemos, repetindo a programação que nos foi incutida, temos um caminho efetivo.


SE ao contrário apenas está preso a formalismos, ritualismos, a conhecimentos teóricos e nenhuma atividade efetiva que nos torne mais estratégicos em nosso ser e estar no mundo, então podemos estar num pseudo caminho, que pode nos prender ainda mais, nos entorpecer ainda mais nessa viciada interpretação oficial da realidade. Sensibilidade é nosso termômetro, perceber os resultados concretos, não os anunciados.

Pois MAGIA, BRUXARIA e XAMANISMO são caminhos de ação, não de racionalismos. É pelo ato que ritualizamos, que reatualizamos o poder.

Só com atos podemos curar o ser terra e ajudar a terra a saltar para o próximo nível de consciência.

Nuvem que passa
28 - 8 - 2001 as 12:53:33
Extraído do Pistas do caminho

Xamanismo, Bruxaria, Magia - 2ª parte


 


Vivemos numa civilização globalizada.

O fato é que hoje estamos integrados em termos de mundo de uma forma muito intensa. Se algo acontece agora no Japão, quase que imediatamente vamos estar sabendo, muitas vezes uma pessoa da zona rural do Japão, que esteja longe dos meios de comunicação durante uma tarde pode demorar mais a saber de um evento importante que aconteceu numa cidade vizinha onde está, do que uma pessoa morando no outro lado do mundo.

Criamos uma série de interconexões entre os países e os povos desses países. Agora mesmo estou ligado na internet, mantendo contato on line, via icq, com gente de vários lugares do mundo. Esta nova forma de interagir cria uma forma de perceber o mundo bem diferente das gerações anteriores. Alvin Tofler chamou de 3 ª Onda.

Quando vamos estudar o passado para compreender as origens do que hoje denominamos Xamanismo, Magia, Bruxaria, temos que ir muito além de uma leitura intelectual de pretensas descrições históricas.

Temos que recuperar a liberdade de perceber além do que nos determinaram como realidade. Para irmos mesmo as origens de tais faces da ARTE temos que ir além do próprio conceito de tempo que temos. O Tempo tal qual ele se manifesta em sua vida, este tempo dos relógios que te mantém servil, este tempo é fruto da construção de uma realidade que é a dominante.

Essa realidade foi desenvolvida a partir de elementos de diversas culturas, tem influência dos egípicios, helenos, dos hebreus, dos romanos, vem caminhando num jogo crescente entre grupos antagônicos que querem o poder sobre outros, imperialismo e conquista é sua meta. Temos que estar bem atentos a estes aspectos manipuladores, a este background imperialista que impregna toda a base existencial da chamada "sociedade contemporânea".

Temos que estar atentos porque esta sociedade criada assepticamente em projetos de colaboração entre estes e estas que querem tudo dominar também criaram pseudos caminhos, pseudos xamanismos, pseudo bruxarias e pseudo magias. Estão aí estes caminhos, esperando por quem quer apenas fantasias, arrepios, brincadeiras de salão. Assim brincam com fantasias, agitam a luz astral, mas nada além do reflexo de seu inconstante interior descobrem. O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria são formas de abordar a realidade que podem ser usados no mundo cotidiano, de forma discreta e com um grau de eficiência incrível. E após Eras de perseguição e numa época de escravizadores é claro que aqueles homens e mulheres que de fato trilham esse caminho se tornaram hábeis em ser discretos, quase sumidos, deixando entrar em seus círculos vez por outras pessoas que estão ainda entre os escravos, para que voltem e contem o que viram.

Quando olhamos o mundo notamos que num certo momento uma doença começa a atacar o organismo formado por todos os humanos do planeta. Em vários locais a guerra de conquista e a escravidão, o transformar outros seres humanos em objetos, se tornam a proposta fundamental de nações, clãs.

Vamos observar este estado de consciência ir tomando área após área do globo, as guerras de conquista do Império Romano, depois os impérios Cristãos e agora o neo-colonialismo chamado "globalização”, onde os neo-cristãos com seus valores consumistas pretendem manter toda a humanidade sob sua descrição da realidade.

Há muito o que meditar aqui, pois Xamanismo, Magia e Bruxaria são heranças de outros tempos, dos tempos dos povos livres, que iam e vinham pelos caminhos naturais do mundo. O presente modelo de realidade que hoje nos foi imposto, foi habilmente implantado, num projeto organizado que começa de forma sistematizada com Júlio César e Cleópatra, passa pelas Cruzadas e Inquisição e segue sempre em frente, a Águia que quer dominar sozinha o mundo.

Há muitas águias e que algumas sejam assim tão egoístas é apenas uma pena. Nós, herdeiros espirituais dos(as) Xamãs, Magistas e Bruxos(as) da ancestralidade somos agudamente conscientizados durante nosso treinamento de como o mundo "oficial" é o mundo dos escravos, onde o dom da vida é empregado por gigantescas máquinas, onde seres humanos são apenas extensões biológicas de tais engrenagens.

Nossas tradições nos contam como era antes, nos contam como foi a lenta queda dos povos ancestrais que viviam em harmonia com a Terra. Os conquistadores trouxeram consigo suas doenças físicas e existenciais e contaminaram o povo nativo com ambas, matando assim em corpo e espírito milhões de nativos em poucos anos.

Quando em certos ritos, em certas práticas, usando de certas habilidades que o aprender efetivamente nestes caminhos desperta em nós, podemos ir até este passado diferente, mas temos que ter o cuidado de não "onirizar" o que vemos. Podemos ficar limitados a interpretar a energia que estamos percebendo com base no repertório ordinário que temos, que é fruto deste sistema, que é escravizante.

Assim antes de mais nada, antes de falarmos de outros mundos temos que reconsiderar nossa própria percepção desse mundo. Esse mundo maravilhoso no qual estamos, mas ao qual também fomos embotados. Percebemos fragmentos da realidade, mesmo desta que dizemos ser a única. Vivemos de forma incidental, não com presença e profundidade reais. Agora o que sentes, como esta tua respiração, que sons, imagens, cheiros, temperaturas te circundam?

O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria, tem a inquietante capacidade de realmente funcionar a partir do momento de quem os procura, e que com sinceridade o faça. Pois está presente em muitas tradições o fato que quando nos pomos a lutar pelo nosso encontro com a Verdade, ela também começa a lutar por nós, se põe mesmo a caminho e fará todo o possível para nos encontrar também.

Há um tambor batendo no peito de cada um de nós. Há uma fogueira no interior do coração. Como está tua fogueira interior? Plena, a luz presente no brilho de teus olhos, o calor presente na realidade dos teus atos?Ou estará tal fogueira já em cinzas, fria, apenas tocos queimados de madeira, sem luz, sem calor? Por que isso está assim? O Xamanismo, a Magia, a Bruxaria acreditam que cada um de nós pode evocar uma vez na vida o Grande Fogo. O Irmão Fogo no seu aspecto Vida.

Quando o Fogo é evocado em tal rito, se houver uma chispa de brasa em nossa fogueira interior, será a partir dela que a fogueira será plenamente acesa de novo. Não será este o teu momento de reacender tua fogueira interior?

Pois ler sobre atos de poder é ler contos de poder e os contos de poder têm a inquietante capacidade de nos levar a este mundo misterioso que é o mundo do poder. E sem o calor interior da tua fogueira, sem a luz da mesma, irás usar de teu poder para ter coisas que já tens em ti só falta realizá-las. E é essa a primeira armadilha de quem busca o poder sem antes acender sua fogueira interior. Querer usar do Poder para sanar suas carências, irresoluções e tudo mais que resulta de ser ausente de si mesmo.

O passado ao qual me refiro está além do passado racional, mergulha mesmo no passado mítico, mas no mito vivo não no mito congelado. Um passado além do tempo onde as tradições que comentamos, tem suas raízes profundas , onde a base é ao mesmo tempo a nutridora.

Ali era comum e não exceção, o estado de liberdade, de estar desperto, de perceber outras realidades, de ir e vir por mundos outros que não esse.

Nesse "passado" ao qual me refiro temos povos vivendo de forma muito diferente da atual, povos lidando com as diferentes realidades de seu cotidiano com outras formas de interpretação.

Este passado lançou caminhos de existência alternativos, deste passado nem todas as linhas conduzem para a destruição e subjugação, condições que nos geraram, mas algumas linhas vão para mundos paralelos e criam vidas diferentes, que agora, existem com tanta realidade como os que habitam os outros continentes deste planeta, pode-se dizer que com mais realidade, por serem mais livres e conscientes, uma vez que partimos do princípio que este mundo está quase todo escravizado.

É hilário ver certas definições que pretendem estabelecer verdades finais, como se a dança das energias espalhadas pelas emanações da Eternidade pudessem mesmo ser limitadas a compreensão linear e racional. O fato de só operar com uma pequena parte de si leva o ser humano a só perceber uma pequena parte da Realidade Total.

Mas a amplitude também está lá, apenas esperando que decidamos usar outro modelo para interagirmos com a ETERNIDADE. Um conjunto de paradigmas que já foi usado antes, que tem o apoio conceitual de gerações sem conta de praticantes. O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria têm esta característica comum. É um caminho que pode ser ensinado.

Aprende-se. Mas como toda ARTE, podem ajudar a desabrochar o artista em ti, não podem te moldar. Na ARTE a palavra educar reencontra seu sentido etimológico mais raiz: "Desabrochar na essência perceptiva o que esta trás em si." Cada povo tem sua linguagem, cada espécie tem sua linguagem, composta da interação com a Eternidade a sua volta. Usamos nossa mente para raciocinar, usamos nosso sentir para nos emocionarmos, usamos de nossas habilidades em nos inserirmos concretamente na realidade circundante para apenas reagir a estímulos diversos.

Assim raciocinamos, emocionamo-nos e reagimos. Mas podemos ir além disso. Podemos usar a mente, o sentir e o agir de formas plenas, tão plenas que gerem tais campos de energia que tal qual um buraco negro possa abrir portas para outras realidades.

Alguns vão ficar esperando que construam máquinas que façam isso. Outras pessoas podem recuperar o elo com a tradição que se manifesta na Magia, na Bruxaria e no Xamanismo. Em todos esses caminhos, vamos saber então, os (as) praticantes usavam o próprio corpo como instrumento mais refinado de contato com outras realidades, tanto quanto essa.

Mas para falar disso vamos nos limitar a linguagem. E vivendo experiências diversas, abordando a realidade dentro de uma sintaxe diferente fica por vezes complicado falar de mares a quem viveu toda a vida no fundo de um poço.

Imagine como que tu explicarias a um morcego sobre o Vermelho? O Azul? Poderias desenvolver uma linguagem comum a partir da idéia de ondas e tal, mas um aspecto desta totalidade chamada cor só existe para a tua visão.

Neste período que estou comentando a interação com as várias realidades era tão plena que falar desse momentum é muito mais impreciso que falar de cores ao morcego, como ele também vai ser limitado em nos passar sua forma de perceber pelos nossos conceitos.

Assim é importante lembrar que só compreendemos um caminho quando somos unos(as) com o caminho. As raízes da Magia, do Xamanismo e da Bruxaria vem de um tempo onde estávamos naturalmente conectados com a VIDA e seus fluxos e o Ser Terra que nos habita era respeitado, como um feto respeita o ventre que lhe gera.

Quem leu a carta do Chefe Seatle ao então presidente dos EUA notará tal consciência que hoje chamaríamos de ecológica. Assim o modo de interagir com a realidade dos povos nativos é muito distante dos modos que surgiram com o desenvolvimento dos impérios e seus modos de domínio.

Quando os humanos começaram a se escravizar entre si ocorreu algo inédito. Pela primeira vez, propositadamente, um humano da mesma espécie enfraquecia outro ser humano propositalmente para dele se aproveitar num grau de subjugação forte.

O modo de vida que estava pouco a pouco dominando a espécie humana no planeta era um modo de vida onde pequenos grupos cuidavam de condicionar, do berço a maturidade, os novos membros de sua própria espécie a serem servis e em fuga de si mesmos. Aproveitando-se de carências naturais ou geradas pela engenharia social e religiosa conseguiram transformar a humanidade nisso que aí está. E vejam como o mundo está. Estamos a beira do abismo, fundo, destruidor, e os donos e donas do mundo ainda insistem em suas batalhas egóicas que podem nos levar todos a destruição.

Os seres humanos são criados como rebanhos. "O Senhor é meu pastor, nada me faltará". Senhor, Domine, Domínio. Quem já andou por granjas e anda pelas cidades "grandes" verá que o sistema de empilhar as galinhas em cubículos superpostos e dar-lhes comida e água criou variações interessantes quando aplicado à espécie humana cativa.

Criaram TVs para evitar que os seres humanos desenvolvessem suas habilidades de ir com sua própria consciência a outros lugares, conforto para ajudar a enfraquecer os que agora temem perder a "comida e água" que têm servidas. De Potosi, das minas de prata e ouro no "novo mundo" que invadido pelos conquistadores e pela varíola quase desapareceu da existência, passando pelas explorações que acontecem agora onde povos nativos são escravizados de formas diversas, das mais óbvias as mais sutis, em todos esses momentos há uma guerra, os conquistadores e escravizadores subjugando e destruindo o povo nativo em essência e forma, quer pela morte , quer pela escravidão.

E tu que me lês também podes ser mais um dos que estão escravizados neste sistema que criou celas sutis, celas conceituais. Prisão perceptiva é a arte desse sistema que hoje domina. Mas a liberdade perceptiva é a chave que pode nos colocar mais perto de entender outro ponto comum, retas onde os planos da Magia, da Bruxaria e do Xamanismo coexistem. Nós, que trazemos conosco a fogueira e os tambores dos povos nativos nos assombramos que os (as) escravos (as) aceitem passivamente tal condição.

Mas existem caminhos de recuperar o poder pessoal perdido e o Xamanismo, a Magia e a Bruxaria são caminhos que levam a esta meta. Portanto, quando vamos nos aproximar do Xamanismo, da Magia e da Bruxaria, mesmo que só aqui, para ler sobre tais linhas, é importante compreender que nossa energia deve estar bem sintonizada, ampla, presente.

Do contrário a verdadeira informação será perdida e apenas uma compreensão linear e limitada, reduzida a interpretações medianas, será notada. Se espreguice, não leia apenas, ouse fazer, se espreguice total enquanto lê, abra a boca, boceje, alongue os dedos do pé, os dedos das mãos, alongue bem, inspire, expire e solta e relaxa, relaxa de uma vez.

Se pôs em prática o que leu acima vai notar que é bem diferente ler assim, fazendo, do que apenas o ler passivo. Volte 3 parágrafos acima e leia de novo, fazendo o exercício, vai notar que teu corpo vai estar bem mais "esperto" quando terminar de ler o parágrafo.

Tu lestes com o corpo quando fizestes o exercício. Esta leitura corporal é mais ampla que ler só com os olhos e decodificar as palavras.

Leia: "A mão mexe em algo." Isto é só um conto de poder. Faça: (sim, faça na real aí onde estás) Mexa algo aí, onde estás. Mexeu em algo? Causaste uma alteração real, efetiva na realidade a tua volta.

O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria são atos, portanto, só ler sobre eles é uma parte muito pequena para se fiar em algo. Temos que observar a nós mesmos, nos sentir em nossas próprias vidas para a partir de uma auto observação sincera e plena possamos ter elementos para realmente entender o que estamos nos referindo quando falamos de Magia, Xamanismo e Bruxaria.

Assim sendo um tema importante para esta semana seria que cada um(a) que está acompanhando esta série de artigos fizesse um exercício simples. Cada vez que falasse "Eu" notar e anotar.

Cada vez no dia, todo dia que disser "eu" anote. Tem vários jeitos. Tu podes colocar vários palitos de fósforo ou grãos de arroz num bolso da calça, cada vez que disser "eu" passe um palito ou grão para o outro bolso, no final do dia tente lembrar de cada momento que falou eu e confira se o número de lembranças é o mesmo de palitos ou grãos que usou para contar.

O ideal é que apenas se tire os palitos ou grãos do bolso depois de ter sido feita essa lembrança. É um exercício que ativa certos níveis de conexões internas que permitem um acessar de uma qualidade de energia mais sutil, a qualidade de energia que nos permite entender melhor que a "Intenção" desses (as) xamãs, magistas e bruxos (as) da ancestralidade ainda está viva e nós podemos nos conectar a esta linha de força.

Isto é uma informação que as linhagens xamânicas, mágicas e bruxas da Tradição têm em comum também, são caminhos com conexões profundas, cujas estruturas interiores estão em harmonia com o fluxo do próprio Tao, da Eternidade, do Intento.

O que diferencia uma linhagem tradicional efetiva nestes caminhos de uma falsa é a realidade da energia primordial que trazem em si. Em diferentes religiões dão diferentes nomes a isso, "Graça", "Baraka".

O que sei é que quando o caminho que se coloca como xamanismo, magia ou bruxaria tem mesmo essa energia viva, por transmissão direta, há uma conexão com um nível de poder muito mais amplo. Quando conectados (as) a uma linhagem assim cada tanto que trabalhamos em rumo nossa meta a própria presença da linhagem também trabalha em nós.

É sobre isso que falamos aqui. Não em definir Xamanismo, Bruxaria ou Magia de forma linear, em conceitos tirados do sistema que se esmera em negar tais abordagens da realidade.

O que trabalhamos aqui é para um mergulho de cada um, que por estas palavras aqui se sintoniza, com a realidade-vida que representam tais caminhos. E para perceber isso há uma pergunta que tens de responder ao guardião desse portal, pois só a resposta sincera poderá realmente lhe levar para o próximo momento deste encontro virtual. A questão é:

Qual a realidade da sua vida?

É uma pergunta dinâmica, que respondes dia a dia, instante a instante. A qualidade da tua resposta determina a qualidade da tua compreensão do que vem pela frente.
(cont.) Paz e Luz na Presença. Ho!

Nuvem que passa
Extraído do Pistas do caminho

Xamanismo, Bruxaria, Magia - 3ª parte

  
Um dos pontos que temos de rever quando vamos estudar com profundidade o que se esconde por trás dos conceitos de Xamanismo, Magia e Bruxaria é nosso próprio paradigma de historicidade.

Temos uma educação formal que nos alimentou com "verdades" prontas, que nos deu uma visão da história dentro de paradigmas que cada vez mais se prova não serem os verdadeiros, que representam apenas a força dominante dos vencedores, que constroem sua versão dos fatos e condenam os derrotados a desaparecerem da própria história, provocando-lhes não só a morte e a destruição enquanto seres vivos, mas também apagam toda informação sobre estes deserdados da história.

A civilizaçao que domina o mundo hoje, com seus valores impostos pelas bolsas de valores, com as corporações quais novos senhores feudais a determinar os valores sobre os quais devemos viver e com as religiões de massa, ao lado da mídia, numa luta para impor padrões quanto ao pensar e agir da humanidade, é resultado de um processo histórico complexo, onde conscientemente grupos diversos atuaram para não apenas vencer outros grupos, quer escravizando-os (em corpo ou alma , pela força das armas ou das religiões dogmáticas) quer matando grupos étnicos inteiros, seguindo da destruição de todos os dados culturais desses povos.

Temos uma espécie de neodarwinismo social que nos obriga a crer que esta civilização, pelo fato de ter alcançado um surpreendente desenvolvimento tecnológico é a mais desenvolvida, o pináculo de toda evolução social humana.

Estamos presos de tal forma a estes paradigmas que pouco percebemos como várias das obras que se referem a Magia, a Bruxaria e ao Xamanismo o fazem descaracterizando tais artes , tais tradições de seus contextos e tentando "explicar" ou "provar" que tais caminhos são "evoluídos", caindo na armadilha de usar os critérios do dominador como instrumento de avaliação, quando o Xamanismo, a Magia e a Bruxaria têm seus próprios critérios cognitivos, são campos complexos em si mesmo.

Podemos fazer uma analogia com o que ocorre na acupuntura. Ela funciona e muito bem. Aí vem a ciência ocidental querendo explicar que tal nódulo nervoso, ativado pela agulha faz isso e aquilo, mas não é real nem necessária esta explicação, porque a acupuntura já foi explicada em seus próprios termos há milhares de anos, o estudo dos meridianos, da energia tal qual ela se manifesta em suas polaridades Yin e Yang, como sedar e ativar tudo isso já faz parte do corpo de conhecimento da acupuntura.

Da mesma forma a Magia, o Xamanismo e a Bruxaria já tem suas próprias explicações do porquê funcionam, do porquê são reais, e toda tentativa de tentar limitar estes vastos campos com explicações limitadas oriundas de abordagens pseudocientíficas servirá apenas para criar confusão.

O positivismo, e a ciência que dele resultou, tinha uma abordagem tão presa ao senso comum, tão limitada, que era natural não conseguir sequer conceber a vastidão que existe por detrás dos conceitos de Magia, Xamanismo e Bruxaria.

Só agora com a Mecânica Quântica, com ramos sofisticados da psicologia e outras áreas de vanguarda da ciência se torna possível de novo estabelecer um diálogo entre estes campos.

Portanto, vamos compreender que a Magia, o Xamanismo e a Bruxaria estão dentro de outro contexto cultural, são artes/ciências, oriundas de uma civilização ancestral que há milênios existiu, que depois caiu e a humanidade que restou regrediu a um estado de perda quase completa desse saber, mas tal saber ficou guardado em irmandades e grupos, depois durante a era na qual grupos foram tomando o poder no mundo, escravizando outros, tornando tudo e todos meras "coisas" a lhes servir, continuaram estas artes ciências protegidas em grupos e linhagens.

Podemos compreender aqui que as torturas da Inquisição nunca foram destinadas ao "arrependimento" dos "hereges" mas a tentativa de extrais desses iniciados e iniciadas algo de sua arte-ciência, com as migalhas extraídas nas câmaras de tortura, com fragmentos revelados por alguns foi se formando o que geraria as ciências e as universidades da modernidade.

Este é um lado desconhecido da "história das ciências" que poucos contam, o tanto do "saber" oficial que foi "arrancado" nas masmorras e câmaras de tortura, dos "hereges".

É fato conhecido que mesmo Newton, Galileu e outros tantos "pais" da ciência moderna tinham um ativo contato com o chamado "ocultismo", "hermetismo" e afins.

Assim sendo, para irmos ao estudo da Magia, do Xamanismo e da Bruxaria não devemos nos deixar impregnar por pseudo-histórias, por abordagens equivocadas do que foi o nosso passado, mas temos mesmo de ousar procurar outra linha de história.

Existem aqueles que crêem em outra linha de história, e crêem não por concordância passiva, por mera aceitação, mas crêem porque foram levados (as) a presenciar por si as evidências desta outra linha.

Somos "sócios" de uma visão de mundo.

Estamos numa prisão perceptiva que em última estância é mantida porque aceitamos que seja assim, esse nosso incrível poder de dar realidade ao que cremos real é subestimado em nós. Somos a somatória de nossas crenças, nem sempre as que verbalizamos e as que fingimos adotar, somos a manifestação do que interiormente cremos.

A força de nossa crença é tremenda e não é a toa que grupos diversos brigam e tentam a todo tempo, estipular o que é real e o que não é real para a humanidade, sempre com o propósito subliminar de manter sua descrição de mundo dominando.

Esta outra história conta ter a humanidade atual surgido de uma fase após uma profunda queda. Sem pecados aqui, sem castigos ou leituras assim, uma queda causada por causas impessoais, todo nosso planeta entrou num "eclipse", numa sombra onde ficamos isolados de um tipo de energia que vem do centro da Galáxia, dos buracos negros duplos que giram tudo tragando, gerando a forma dessa galáxia espiral, na periferia da qual vivemos.

E neste eclipse, como num inverno, a energia favorecida no planeta ia gerar um tipo de gente ambiciosa, insegura, que teria de impor a todos seu modo de vida para se sentirem seguras. "Um só deus, um só senhor, uma só fé" e tudo que isto representa.

E a Bruxaria, a Magia e o Xamanismo passaram a ser perseguidos. Temidos, pois são caminhos de liberdade e quem pretende tornar o mundo um vasto curral de escravos, animais e humanos e deles todos fazer uso como coisas não aprecia que existam homens e mulheres que lhe são inacessíveis, que suas manipulações e mesmo o uso da sua pretensa força não pode atingir.

E as Eras de perseguição são cada vez mais intensas, o braço que se forma sobre o Império Romano, depois com a Igreja Romana é forte em destruir todos os sinais da antiga civilização planetária, de onde as diversas tribos sabiam um dia ter feito parte.

O sentido dessa civilização planetária não tem nada a ver com o de hoje. Hoje temos computadores e nos achamos o máximo porque podemos entrar em sintonia com outras pessoas, em diferentes tempos e espaços, como eu agora contigo nessa mensagem que escrevo numa tarde , na Serra e tu lerás alhures.

Mas toda nossa tecnologia é um simulacro, como um “ciborg” que amplia de certa forma nossas habilidades naturais, mas somos mais que isso. Nesta ancestral civilização planetária, a sintonia era em outras ondas. Cada corpo humano é por si mesmo um gerador e captador de ondas. Este treinamento continua hoje no Xamanismo, na Bruxaria e na Magia. Então usando uma fogueira, um espelho mágico, feito não só de vidro, mas de metais polidos diversos, (existe um espelho mágico que existe nas árvores, certas aberturas em sua casca externa), enfim, usando meios diversos entravam em plena sintonia com outras pessoas , de qualquer canto deste mundo e ainda de outros mundos.

A Internet não acessa outros mundos. Então para entendermos como viviam estes povos antes desse momento de queda que acontece, de desconexão, temos que usar muito nossa intuição, para evitar falsear a percepção com os preconceitos históricos que herdamos dos condicionamentos que nos impuseram. Foi uma queda que levou toda uma civilização planetária a se esfacelar, mas que mantem, apesar do trabalho violento dos grupos dominantes em ocultar todas as evidências, alguns sinais desta época anterior de amplo conhecimento.

As pirâmides no Egito (as três mais antigas e principais, no chamado vale dos Reis) a Esfinge, Angkor no Camboja, Menires, Dolmens e câmaras em Carnac, França, os grandes desenhos nas Ilhas Britânicas, ruínas encontradas no mar ao redor do Japão.

Tudo isso e mais lugares que nem se sabem existir, estão alinhados de tal forma que agora não apontam exatamente para nada significativo, fora o fato de estarem sempre marcando de alguma forma equinócios e solstícios.

Mas se levamos em consideração a "precessão dos equinócios", fenômeno astronômico que desloca o eixo da terra em relação a elíptica das estrelas a nossa volta, e fazemos os ajustes, estes marcos ancestrais todos se alinham com um esquema que inclusive os relaciona, quando monumentos de um canto da Terra estão se alinhando com suas constelações significativas os outros grupos estão também sincronicamente fazendo o mesmo.

São astro-arqueólogos que usam o conhecimento astronômico dos povos estudados para entender melhor a complexidade dessas ancestrais culturas, que cada vez mais percebemos, tinham uma cultura muito mais sofisticada que a atual tecnologia que nos domina, e que nos faz extensões biológicas das máquinas e ainda nos engana, negando-nos a magia que é a nossa realidade por simulacros estereotipados de vida e prazer.

E impõe a idéia que o "homem das cavernas" era algum bruto insosso, que foi evoluindo, passando por mutações até que surgem culturas como a Egípcia, a Chinesa, as tradições que construíram os "livros de pedra" nas terras hoje chamadas América Central.

E então surge a idéia que esta civilização dominante é a mais evoluída que aqui já existiu e que suas respostas ao desafio de estarmos vivos são as melhores já dadas. Ao invés de ensinarmos as novas gerações a buscarem respostas, a perguntarem com eficiência, acabamos nos limitando a condicioná-las a decorar respostas prontas, para passar nos pseudo testes que o mundo lhe dará, quando a verdadeira prova ficará esquecida. Assim as práticas da Bruxaria, do Xamanismo, da Magia são vistas como superstições pueris, de um tempo no qual as benesses da ciência ainda não havia esclarecido os seres humanos. E existem ramos que pretendem ser da árvore do Xamanismo, da Bruxaria e da Magia mas operam com paradigmas que nos são completamente estranhos.

Como alguém que coisifica coisas e pessoas pode mesmo mergulhar em caminhos vivos, onde sentir a Vida é condição fundamental? É claro que esta informação é completamente equivocada e nada mais equivocado há que pseudo estudiosos de Magia, Xamanismo e Bruxaria quererem demonstrar que suas práticas são "cientificas" .

É a ciência contemporânea que tem de fazer muito esforço ainda para compreender a ancestral e ampla abordagem da realidade que o Xamanismo, a Magia e a Bruxaria realizam e não o contrário, assim como é o Avô que deve ter a paciência de compreender e falar na linguagem que seu neto entenda e não o contrário. A ciência contemporânea tem seu valor sim, tem seus méritos e quando não está a serviço de grupos de poder, de egos inflados de "catedráticos" que prezam mais sua posição na "comunidade acadêmica" que a verdade em si, quando não está a serviço de laboratórios farmacêuticos e similares, esta ciência, o método cientifico é um caminho inteligente e funcional de abordarmos a realidade em buscas de respostas efetivas para os grandes mistérios que nos envolvem.

Mas assim como existem cientistas de diversos graus de profundidade e geniliadade vamos encontrar magistas, xamãs e bruxos (as) de diversos naipes. Não podemos generalizar nestes campos, temos pessoas de diversas formas de ser e posturas que se aproximam da ciência, por analogia podemos entender o mesmo de pessoas que se aproximam de tais campos. O fruto é a artimanha da árvore, para que a semente permaneça e seja levada onde amplie .

Os mistérios da Semente, de seu tempo na Terra, de seu morrer para nascer de novo, o vencer da terra resistente e escura que se lhe apresenta após a primeira porta, passar pela noite escura e então também resistir ao ofuscante dia claro. Como planta completa aprender a crescer tanto em raízes como em caule e galhos, pois a copa só acariciará as nuvens quando as raízes se sentem firmes nos mundos mais profundos. Os ritos mágicos são, ainda hoje, a mesma representação destes mistérios , entre outros.

Pois o Caminho nos leva ao recolhimento da semente que se deixa ir enquanto semente para poder realizar seu Ser árvore e cada fase de nossa caminhada nesta trilha está nestes ritos traçada e simbolizada. Assim a atenta observação da natureza e seus fluxos marca todos os ritos ancestrais, quando ritualizar era reatualizar o mito, tornar-se o mito encarnado, por vivência ativa e não mera incorporação. O primeiro ponto a recuperar neste trabalho é a consciência que a Terra é a grande provedora e seus ciclos, em relação a si e aos astros e corpos celestes que nos circundam em suas elipses irregulares, são os momentos de trabalharmos com os fluxos por tais alinhamentos gerados.

Experimente sentir o poder da Terra pelos próximos dias, observe cada árvore, cada planta que aparece durante o dia, tens um lugar de terra que podes mexer? São perguntas interessantes, pois como lidar com a Magia, o Xamanismo e a Bruxaria sem um contato real e efetivo com a TERRA?

A base.
Paz e Luz na Presença;

Nuvem que passa
Extraído do Pistas do caminho